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Benfica-Boavista, 1-0: Efeito "united" a durar

CABEÇA DE OURO DE ANDERSON LEVA ENCARNADOS A ULTRAPASSAR SPORTING NA TABELA

Quatro dias depois da fantástica vitória sobre o Manchester, o Benfica voltou a manter a "maré alta". Os três pontos do triunfo de ontem sobre o Boavista permitem ultrapassar o Sporting, subir ao 5º lugar e ficar colado ao Sp. Braga, esperando, naturalmente, pelo resultado de hoje do Vitória de Setúbal.

Pode, inclusive, falar-se em efeito "United", até porque para além da elevada dose de moral que a equipa da Luz está a gerir, também os jogadores revelam um espírito de enorme união e entreajuda. E o sector defensivo é dono de uma consistência de fazer inveja, mostrando-se intratável na protecção das suas redes e depois decisivo – como foi o caso de ontem, com o golo a pertencer ao central Anderson, na sequência de um canto de Petit e mesmo à beira do intervalo.

Tratou-se, na altura, de colocar justiça no marcador, face à superioridade patenteada pelos encarnados, que beneficiaram de 12 (!) cantos e não viram Quim efectuar uma intervenção que fosse. O Boavista actuou demasiado na expectativa, com Tiago preocupado com Nuno Gomes e Lucas consequentemente desamparado na arrumação do meio-campo. Restava João Pinto, esforçado (e assobiado cada vez que tocava na bola), mas incapaz de superar Petit.

Que dupla!

Koeman apostou de novo em Geovanni mais avançado e Nuno Gomes por perto. Aliás, em relação ao jogo de quarta-feira passada apenas uma mudança, e forçada: Luisão de fora e Ricardo Rocha titular.

O certo é que a até há pouco tempo inesperada dupla de avançados foi de uma voluntariedade e de uma dinâmica tão assinaláveis que cada vez que um lograva desmarcar-se... era sinal de perigo. Sucederam-se as jogadas bem-intencionadas e avolumaram-se os pontapés de canto e os remates, mas faltou, convém reconhecer, o toque final para fazer a diferença.

Com Manuel José nada inspirado e Diogo Valente anulado por Alcides (quem diria que há ali "matéria" para a lateral), pouco restava ao Boavista para tentar chegar à área de Quim. Salvou-se a organização da equipa em termos de ocupação do espaço.

Não admira que Carlos Brito tenha lançado Cafú ao intervalo e pouco depois optado por William Souza. Passou a ter mais referências na área e estendeu o conjunto, dando uma outra imagem, para melhor. Mas sempre insuficiente. Acrescente-se que só nos últimos cinco minutos é que Souza obrigou Quim a defesa valorosa e depois Rui Duarte rematou forte e bem, mas ligeiramente por alto.

Consistência

Durante a maior fatia dos complementares 45' foi, todavia, o Benfica a estar mais perto do golo. A precipitação no último passe e a pouca pontaria de Geovanni e Nuno Assis terão obrigado a uma dose suplementar de "frisson", face ao tal empertigamento dos axadrezados. O que faltou lá à frente sobrou, contudo, na retaguarda, o sector onde os encarnados parecem apostados em ganhar cada vez mais consistência. A exemplo do verificado frente ao Manchester, a actuação dos elementos mais recuados foi imaculada.

Ao invés, o Boavista deixou a Luz com a ideia de que podia ter feito mais. Não obstante o mérito do adversário, a turma de xadrez não revelou os automatismos que lhe são conhecidos e quando tentou fazer pressão viu o Benfica desperdiçar uma mão-cheia de lances susceptíveis de perigo... que só não o foram pela já citada falta de precisão nos derradeiros passes.

Árbitro

Lucílio Baptista (3). Um cartão mais duvidoso e uma falta a mais (ou a menos) não chegam para manchar um trabalho globalmente positivo.
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