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Benfica-Boavista, 4-0: O golo de Mantorras tornou a noite perfeita

APRECIAÇÃO À EQUIPA

Benfica-Boavista, 4-0: O golo de Mantorras tornou a noite perfeita
Benfica-Boavista, 4-0: O golo de Mantorras tornou a noite perfeita • Foto: João Trindade
O Benfica partia com a “obrigação” de vencer o Boavista no regresso à Luz depois da derrota no “derby” de Alvalade e após uma série de exibições menos conseguidas que minaram a confiança da equipa e dos adeptos.

Com o empate do FC Porto e a derrota do Sporting, consumada na Madeira minutos antes do jogo da Luz começar, mais se acentuou essa obrigatoriedade encarnada. Uma vitória colava o Benfica à liderança, relançando um campeonato verdadeiramente excitante.

O Benfica não podia, pois, perder esta oportunidade. Com os regressos de Miguel (sobretudo ele) e Luisão, Trapattoni voltava a ter uma equipa capaz de corresponder às expectativas. Havia um “pequeno” problema. É que o adversário também podia recorrer a idênticos argumentos para lutar pelo... mesmo estatuto.

Que diferenças!

E a primeira grande e determinante diferença cavou-se logo aí.

Enquanto o Benfica assumiu a sua vontade e sobretudo a ambição de ganhar o jogo, o Boavista começou precisamente por se entrincheirar no seu meio-campo, jogando forte e feio, sem outro objectivo que fosse irritar a águia e somar pontos num combate que, quem sabe, lá mais para a frente, poderia ser-lhe favorável.

O jogo não foi porém generoso para o Boavista. E ainda bem, porque assim não se premiou a atitude menos positiva na abordagem ao jogo.

Foi, de facto, o Benfica quem fez mais para ser feliz. E se é verdade que a sorte lhe sorriu num momento-chave do encontro, pois bem, nada mais justo poderia ter acontecido. E para que a noite fosse perfeita nem sequer faltou o golo de Mantorras. Inesquecível, pois.

Momentos-chave

E que momento decisivo foi esse que lançou a águia para o seu voo real? Para sermos precisos, não foi um momento, foram dois. O primeiro: a expulsão de Zé Manoel. Que estupidez! O mais perigoso jogador do Boavista lembrou-se de insultar (só pode ter sido isso) o árbitro e levou logo o vermelho.

Nem dois minutos volvidos, o segundo momento: o 2-0 por Nuno Gomes. O Boavista “morreu” ali e o jogo tornou-se uma cavalgada imparável do Benfica em direcção ao... paraíso.

Feio

Tivemos, pois, mais de meia hora de “coisas bonitas”, como diria o Artur Jorge, com o Benfica a fechar com 4-0, pela segunda vez este campeonato. Uma fartura para a míngua a que os benfiquistas estavam habituados nos últimos tempos.

Antes disso houve muita coisa feia. E para isso contribuiu o Boavista. Pacheco não foi de peito feito, mas armou-se de um colete de aço formado por três centrais (Cadú e Hélder Rosário “perseguiram” Nuno Gomes e Karadas) que formavam o eixo de uma defesa composta por cinco homens. No meio-campo estavam mais quatro e lá na frente, sozinho, Hugo Almeida.

Libertação

Assim foi até ao golo de Simão. O “penalty”, que eventualmente poderia ter surgido logo aos 2’ quando Miguel caiu na área, desfez a muralha boavisteira e foi como que um grito de liberdade para um jogo que estava demasiado dependente do xadrez cerrado de Pacheco.

É verdade que, nessa altura, o Boavista já estava mais atrevidote, pois sentira que o Benfica perdia força, ânimo e clarividência.

Por ironia do destino, ou talvez não, o Benfica acabou por chegar ao golo quando se mostrava incapaz de... chegar à área. Foi em consequência de uma grossa e desnecessária asneira de Milhazes (o empurrão a Nuno Gomes é perfeitamente disparatado) que o Boavista começou por escrever a sua sorte no jogo.

Com o golo de Simão, Pacheco transformou o seu 5x4x1 num 4x3x3. Encheu o peito, mas o pior foi que Zé Manel encheu os ouvidos de João Ferreira. Até à expulsão, o Boavista colocou a Luz em desespero. E não foi apenas pela falta de “fair play” revelada por Diogo Valente num lance em que os benfiquistas ficaram à espera que o extremo atirasse a bola fora para Petit ser assistido depois de ter sido pontapeado por Tiago. Não. O maior desespero foi quando toda a gente viu Hélder Rosário e Hugo Almeida quase fazerem golo sem que o Benfica tivesse “regressado” ao jogo.

Tudo se transformou em dois minutos e o Benfica construiu a sua felicidade sem problemas. Nuno Gomes fez um bis, Argel despediu-se e Mantorras voltou a marcar um golo naquele que acabou por ser o momento mais sublime de uma noite perfeita.
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