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Benfica-CSKA Sofia, 1-1: Rasgo de André iluminou a Luz na noite ofuscada de Roger

EMPATE NUM JOGO DESINTERESSANTE E SEM ESPECTADORES

O golão que marcou foi o único momento grandioso de um jogo pobre e encarado com espírito amigável; Roger mostrou falta de ritmo e não foi capaz de compensar com iniciativas individuais a ausência de entrosamento com os colegas
Benfica-CSKA Sofia, 1-1: Rasgo de André iluminou a Luz na noite ofuscada de Roger
DIFICILMENTE se poderia encontrar pior conjuntura para a apresentação dos novos reforços do Benfica, Roger e André: tempo frio e chuvoso, estádio deserto, relvado em más condições, adversário sem impacto para atrair os adeptos e estimular os jogadores encarnados.

Como se não bastasse, Toni operou uma revolução ao intervalo e deixou o onze titular no balneário para fazer entrar uma equipa de reservistas, na sua maioria jogadores da equipa B, o que constituiu a machadada final num jogo em que o único atractivo foi justamente ver em acção os dois novos reforços do Benfica.

Não fosse o golo magistral de André, e os sócios do Benfica que quarta-feira tiveram a militância e a ousadia de se deslocar à Luz, teriam saído verdadeiramente frustrados e dando por mal empregue o seu tempo.

Com efeito, o rasgo de inspiração do jovem ponta-de-lança brasileiro foi o único momento grandioso de um jogo pobre e encarado e interpretado com o espírito amigável de que se revestia.

Os pormenores de execução de André no lance do golo são reveladores de um potencial técnico e um engodo pela baliza absolutamente incomuns, sem esquecer que estamos em presença de um jovem de 22 anos.

De resto, André evidenciou claramente mais ritmo de jogo e melhor condição física do que o seu compatriota Roger, que vem de uma paragem de três semanas. Se André foi o homem da noite pelo extraordinário golo que marcou, Roger teve uma estreia infeliz. Decididamente, as coisas não lhe saíram bem – e não foi por falta de empenho e de ânsia em mostrar serviço.

Todavia, Roger apresentou-se em condição física deficiente, claramente sem ritmo de jogo. Por outro lado, nunca foi capaz de compensar através da iniciativa individual o inevitável desfasamento com os seus companheiros. Quando recebia a bola, não tinha linhas de passe abertas porque não existem automatismos em termos de "timing" das desmarcações e de tempo de passe.

Em vez de jogar simples, Roger procurou mostrar serviço, forçando o lance individual, ele que é quase imparável no um contra um, como provou na Copa João Havelange ao serviço do Fluminense.

Mas as coisas não lhe saíram bem e o estado do terreno também não o ajudou, transmitindo uma pálida ideia da categoria indiscutível que possui.

Apesar do carácter amigável do jogo, o Benfica, enquanto jogou com a equipa titular, mostrou ter maior capacidade em termos de individualidades face a um CSKA que constituiu uma decepção.

Toni voltou a insistir no 4x4x2, com dois pontas-de-lança, sistema que retira amplitude ofensiva, na medida em que obriga a sacrificar uma das alas (quarta-feira jogou Maniche – que não é um flanqueador – na direita e Roger no meio, a descair para o lado esquerdo).

Neste sistema é fundamental ter dois laterais que subam bem – quarta-feira Escalona conseguiu fazer o vaivém e deixou excelente impressão, mas Dudic não tem condições para desempenhar esse papel.

Outros pormenores: Meira tem grande mobilidade, mas corre muito com a bola e revela dificuldade em fazer uma correcta leitura do jogo. Chano é melhor neste aspecto, mas não tem a pujança e capacidade de choque do seu jovem colega.

Na segunda parte, com a equipa reservista, e menos um jogador por expulsão de Bossio à beira do intervalo, o Benfica cometeu a "proeza" de não se deixar subjugar, mantendo em largos períodos o jogo equilibrado.

Globalmente, acabou por justificar a decisão da organização em atribuir o troféu à equipa da Luz.
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