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Benfica frente ao Chelsea: A concorrência é factor de progresso

APRECIAÇÃO À EQUIPA

MOREIRA (4). A luta pelo lugar na baliza está ao rubro. O jovem guarda-redes teve ontem mais oportundidades para brilhar do que Quim e não se fez rogado. Realizou duas grandes intervenções, negando golos a Del Horno, na marcação de um livre directo, e a Duff, já perto do fim. O novo treinador devolveu-lhe confiança, pelo que o ex-bracarense terá de trabalhar para vencer a concorrência.
Benfica frente ao Chelsea: A concorrência é factor de progresso • Foto: Fernando Ferreira
Não há nada como a concorrência para promover a qualidade. Moreira teve hipóteses de brilhar e agarrou a oportunidade. Beto, por seu turno, não ficará à espera de Manuel Fernandes nem de mais um médio que ainda possa vir. Começou já a agradar Ronald Koeman...

QUIM (3). Sem culpas no golo, teve trabalho reduzido.

JOÃO PEREIRA (3). Não tremeu perante Robben mas também não subiu pelo flanco direito.

RICARDO ROCHA (2). O autogolo, algo inexplicável, constituiu uma mancha enorme num trabalho que estava a ser meritório.

DOS SANTOS (3). Rigoroso a defender, auxiliou Simão em lances de ataque.

PETIT (2). A garra de sempre. Esteve, contudo, pouco concentrado no passe e na marcação de livres.

GEOVANNI (3). Dois remates com selo de golo, ambos de cabeça.

SIMÃO (3). Um início de partida agradável, a imprimir velocidade ao ataque. Protagonizou boas combinações, jogando ao primeiro toque, e falhou um golo isolado, permitindo a defesa a Cech.

NUNO GOMES (2). Em busca da melhor forma. Os centrais do Chelsea não lhe concederam quaisquer oportunidades para brilhar.

ALEX (3). Melhor a defender do que a atacar.

CARLITOS (2). Teve o empate nos pés, logo na primeira jogada do segundo tempo. Ainda demonstra a ingenuidade da época anterior.

NUNO ASSIS (3). Terá hipóteses de lutar pela titularidade se Koeman conceder a um jogador com características de nº 10 o vértice mais adiantado do triângulo do meio-campo. Bem melhor do que Karyaka neste domínio.

MANTORRAS (3). Mal tocou na bola, ofereceu o golo a Carlitos, que este desperdiçou. O angolano mostrou vivacidade mas foi pouco apoiado.

ALCIDES (3). Sem brilhantismo e também sem mácula.

TIAGO GOMES (2). Algo complicativo.

HÉLIO ROQUE (2). Com muita vontade.

KARADAS (1). Colocá-lo na esquerda ou no banco é praticamente o mesmo. Merece uma hipótese digna desse nome.

Os reforços

ANDERSON VAI MELHORAR. Bem na marcação e na recuperação de bola, ainda não patenteia a indispensável coordenação com os companheiros de sector, o que o leva a cometer alguns erros. Em termos de jogo aéreo, esteve quase irrepreensível, mesmo quando teve pela frente o gigante Carlton Cole. Ainda vai melhorar, pois o potencial está lá.

BETO CONFIANTE. Pressiona bem o adversário no miolo, o que constitui uma mais-valia importante. Procurou jogar simples, quase sempre ao primeiro toque, embora por vezes no sentido contrário ao da baliza do Chelsea. Revela uma grande dose de confiança e não se inibe de rematar. Saiu debaixo de uma grande ovação.

KARYAKA DISCRETO. A exibição menos conseguida do russo na pré-temporada. Pouco influente, até porque o jogo de ataque do Benfica não passou pelos seus pés. Agora que o valor do opositor subiu em flecha, o ex-jogador do Sovetov, que actuava como ala na selecção e no antigo clube, demonstrou dificuldades de adaptação às funções de médio interior e, de quando em vez, às de nº 10.
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