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Benfica-Juventus, 0-2: Uma águia sem corpo para tantas reguadas

“VECCHIA SIGNORA” CAVA ABISMO ENTRE OS CAMPEÕES DE PORTUGAL E DE ITÁLIA

Não foi a festa ideal para a apresentação do Benfica aos seus adeptos. Ao mesmo tempo que foi recuperada a memória do título, a Luz assistiu à tradução prática da maior capacidade da Juventus. E o problema foi a dimensão do estrago, o abismo cavado entre os campeões de Itália e de Portugal.

Perante uma águia ainda sem corpo para enfrentar estes desafios europeus de altíssimo nível, a “velha senhora” expressou na superior qualidade do seu jogo colectivo e a arte indiscutível das suas figuras mais talentosas criativas.

Foram muitas as reguadas aplicadas pela Juve ao Benfica. A equipa entrou tranquila e deitou mãos à obra: assumiu o comando das operações, roubou a bola, começou a jogar e levantou problemas tácticos que, durante 45’, nunca foram solucionados. E só depois do segundo golo italiano foi possível aos encarnados equilibrar um pouco as operações.

A solução de Koeman

Com Simão na esquerda e um meio-campo composto por três unidades (nenhuma a fazer de número 10), Koeman não resolveu o grande problema táctico criado pelo 4x4x2 da Juventus. Aos dois avançados da Juventus (Ibrahimovic e Trezeguet) respondeu apenas com dois defesas (Luisão e Ricardo Rocha), preferindo deixar Petit solto no miolo, atrás de Beto e Manuel Fernandes (estes encaixados em Emerson e Vieira). Como nunca teve a bola e os laterais também tinham com quem se preocupar, o eixo central revelou-se vulnerável aos desequilíbrios avolumados desde a primeira fase da construção do jogo italiano.

Perante a superioridade esmagadora de uma formação adulta, que joga de olhos fechados e defende com rigor extraordinário, o Benfica fez pela vida, procurando minorar os estragos anunciados desde o primeiro minuto. Foi visível que o conjunto português tentou ocupar o espaço racionalmente e travar o desenvolvimento do futebol adversário; quis arrefecer a inspiração da Juve com muito toque lateralizado e para trás; procurou levar a bola aos seus jogadores mais avançados.

Nada disso foi conseguido com eficácia e só na parte final do embate, quando as substituições diminuíram o poder da “velha senhora”, criou a ilusão de um equilíbrio inexistente.

Arbitragem pobre para um jogo muito exigente.
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