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Benfica-Nacional, 1-0: Três tristes pontos

ENCARNADOS CHEGAM AO JOGO COM O VITÓRIA DE SETÚBAL EM SITUAÇÃO CONFORTÁVEL

O Benfica respondeu a parte do repto do treinador, que queria chegar às férias de Natal sem mais pontos perdidos, e ganhou ontem sofregamente ao Nacional “versão Manuel Machado”.

A vitória dos campeões nacionais tem, no entanto, muitos “ses” a acrescentar aos 3 pontos ganhos que lhe permitem manter-se à frente do rival Sporting.

O golo de Nuno Gomes foi obtido após uma intervenção faltosa de Luisão sobre o guarda-redes Diego Benaglio e ensombra o resultado que deixa Ronald Koeman descansado quanto aos pontos somados, mas não em relação à “performance” da equipa, durante muito tempo incapaz de apresentar soluções que desequilibrassem o Nacional.

Desequilíbrio

Ronald Koeman apresentou o onze mais previsível e que os jornais do dia deram sem surpresa. Geovanni manteve a titularidade, Nuno Assis foi para o banco e Miccoli voltou à equipa, para jogar na frente, apoiado por Nuno Gomes – tudo num 4x2x3x1 que contemplava o flanco direito composto por Alcides atrás e Nélson mais adiantado.

Na posse de toda a informação em relação ao adversário, o treinador do Nacional, Manuel Machado, virou a equipa do avesso, dando-lhe uma face totalmente inesperada. Sem um verdadeiro ponta-de-lança, mas com três homens na frente, onde se incluía o antigo lateral-esquerdo Miguelito, a fazer de extremo-direito em busca de diagonais desequilibradoras. No meio-campo posicionou dois homens de choque como há poucos na Liga (Chainho e Cléber) e adiantou os laterais para a mesma linha. Atrás deixou três “torres”: Fernando Cardozo, Ávalos e Ricardo Fernandes. O Nacional parecia um “bunker” verdadeiramente inexpugnável, onde todos defendiam cada centímetro e alguns atacavam às vezes.

Nuno Gomes e Miccoli, sem bola para jogar, e o meio-campo sem espaço para criar, viram-se em grandes dificuldades. Mas o Benfica até entrou bem e podia ter marcado logo por Miccoli (2’) – o remate saiu ao lado e com ele foi-se a possibilidade de o jogo ganhar outra face.

Geovanni procurou atacar pelo centro, Nélson deslocou-se periodicamente para a esquerda, mas o Nacional nunca baixou a guarda e manteve o resultado a zero, sem demonstrar grande interesse pela baliza de Quim.

Febre amarela

A batalha do meio-campo tornou o jogo num ataque cerrado do árbitro com o cartão amarelo e foi reduzindo a margem de manobra do Nacional até às substituições previsíveis, e que apontavam para o recurso aos avançados mais credenciados que lhe permitiram criar a melhor situação de golo, finalizada com um remate de Nuno Viveiros à trave.

A disponibilidade de Alexandre Goulart (em substituição de Cléber) para atacar criou dificuldades ao Benfica, mas este não deixou de responder.

Koeman recorreu a Mantorras e Nuno Assis, e acabou por beneficiar das descompensações defensivas do adversário, subitamente atrevido a atacar e na perspectiva de sacar na Luz mais do que o ponto que justificou enquanto manteve a infantaria agrupada.

A ganhar com 18 minutos por jogar, o Benfica não se encolheu como já foi costume nesta Liga, mas teve de enfrentar um Nacional com capacidade para voltar a empatar a partida, nomeadamente aos 81’, quando Nuno Viveiros, descaído sobre a direita, rematou para uma defesa apertada de Quim.

Árbitro

Jorge Sousa (1). Um golo obtido em falta e um penálti de Ávalos sobre Luisão que ficou por marcar. Dois lances capitais que marcaram o jogo e o árbitro.
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