Benfica quer "caixa negra do VAR" aberta e fala no "campeonato com mais erros de que há memória"

Encarnados voltam ao vídeo-árbitro e apontam a "um investimento demasiado alto"

O Benfica voltou esta segunda-feira a apontar erros de arbitragem da jornada disputada este fim-de-semana. "Numa competição sem a possibilidade de recorrer ao auxílio da tecnologia, um total de 9 erros graves nas primeiras 12 jornadas já seria um exagero. Com o VAR, é simplesmente incompreensível", pode ler-se na News Benfica, disponibilizada no site do clube da Luz.

"Não se pode fazer um balanço apressado à utilização do vídeo-árbitro e admitir 9 erros graves – apenas para tentar serenar as águas e fazer-nos crer que o número de más decisões é aceitável face ao total de lances avaliados. Mas pior é que, em nome da transparência, não sejam do conhecimento público quais foram esses erros e em que circunstâncias eles se deram. Tal omissão visa proteger ou esconder o quê?", prosseguem.

Sublinhando que o "VAR foi um investimento demasiado alto", o Benfica deixa um apelo final. "Em nome da transparência, é fundamental que se abra a 'caixa negra' do VAR. Quem errou? Onde se errou? Como se errou?".

Recorde-se que na sexta-feira, os encarnados já se haviam 'atirado' à arbiragem do Santa Clara-FC Porto (1-2), contestando a validação do segundo golo dos dragões, por considerar que foi antecedido de falta de Soares sobre Patrick. Luís Godinho, de Évora, validou-o depois de consultar o VAR.
 
"Mais uma vitória suja com um golo precedido de falta clara. Mais uma jornada que envergonha o futebol português na liga Blue Velvet. Terceira jornada seguida de Porto ao colo. Degradante", afirmou fonte oficial das águias.

Leia na íntegra:

"Mais uma jornada, mais polémica, mais erros a manchar a Liga 2018/19. Numa competição sem a possibilidade de recorrer ao auxílio da tecnologia, um total de 9 erros graves nas primeiras 12 jornadas já seria um exagero. Com o VAR, é simplesmente incompreensível.

Não se pode fazer um balanço apressado à utilização do vídeo-árbitro e admitir 9 erros graves – apenas para tentar serenar as águas e fazer-nos crer que o número de más decisões é aceitável face ao total de lances avaliados. 

Mas pior é que, em nome da transparência, não sejam do conhecimento público quais foram esses erros e em que circunstâncias eles se deram. Tal omissão visa proteger ou esconder o quê?

A generalidade dos observadores independentes do futebol nacional tem sérias dúvidas, aliás, quanto ao número de erros graves que foram reconhecidos. Há razões para acreditar que sejam bastantes mais. Para além disso, seriam 9 até à jornada anterior. Com o que se viu este fim-de-semana, esse número já está aumentado – numa Liga que fica assim ferida na sua verdade desportiva.

O VAR foi um investimento demasiado alto. Há hoje equipas dedicadas à vídeo-arbitragem. Há treino específico. Há formação contínua. Há mais meios do que nunca. Como se explica que este esteja a ser o campeonato com mais erros de que há memória?

Em nome da transparência, é fundamental que se abra a 'caixa negra' do VAR. Quem errou? Onde se errou? Como se errou?"

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