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Benfica-U. Leiria, 1-1: Líder ia dando à Costinha e o sinal está vermelho!

GOLO DE MANTORRAS NOS DESCONTOS DESFAZ VANTAGEM DE 70 E TAL MINUTOS

O inevitável Mantorras evitou a segunda derrota consecutiva do (ainda) líder Benfica mesmo ao cair do pano, num jogo em que a equipa de Trapattoni evidenciou a maior parte dos defeitos que têm feito dela um candidato (real), mas alimentado mais de fé do que outra coisa.

Depois do que se viu nos últimos três jogos, por muito que o treinador diga que a equipa está confiante e equilibrada, a verdade é que a luz que se acendeu ontem já não é amarela: o empate com a U. Leiria, arrancado a ferros pelo avançado-talismã, é um sinal vermelho para toda a equipa, que terá de mostrar mais do que a inegável força de vontade para poder festejar o tão almejado título.

Falso arranque

Vítor Pontes montou bem a equipa para o primeiro impacto encarnado. Pressão constante no meio campo e linhas de passe fechadas nas imediações da grande área chegaram para enervar um Benfica que apostava desesperadamente nas triangulações, invariavelmente condenadas a morrer na meia lua leiriense.

Foi uma espécie de falsa partida dos encarnados, penalizada com um golo (18') na sequência do primeiro pontapé de canto conquistado pelos leirienses.

Até ao intervalo, a reacção ao golo foi de grande abnegação e muito mérito da defesa adversária, sobretudo do intransponível Costinha.

O fraco poder de remate e que "pique" de Simão condicionou bastante o ataque do Benfica que, apesar de tudo, construiu ocasiões para chegar à igualdade nos intensos (e ruidosos) dez minutos que antecederam o descanso. Quatro defesas "impossíveis" de Costinha – a defender assim, Helton não precisa de regressar à baliza ou, até, o próprio Costinha era guarda-redes para estar ainda no Sporting a lutar pelo título! – mantiveram a vantagem. Quatro defesas que quase corresponderam aos momentos em que, beneficiando de ressaltos ou num raro momento de inspiração individual, o Benfica conseguiu romper a densa muralha leiriense.

Foi neste período em que Simão derivou mais para o interior (permitindo o avanço de Dos Santos) e Nuno Assis recuou para pegar no jogo que o Benfica mais dificuldades criou e mais se pode queixar da falta de... estrelinha.

Defender, defender

O intervalo deu uma clara indicação de que Vítor Pontes não iria arriscar muito mais, preferindo gerir em contenção a crescente ansiedade dos encarnados. Ao retirar Fangueiro, deixando Krpan entregue às feras, Pontes entregou por completo a iniciativa ao Benfica, reforçando o "casulo". Resultado: só deu Benfica.

E é aqui que entra a questão do sinal vermelho, o motivo de alerta. Com a iniciativa de jogo e uma equipa assumidamente remetida à defesa, o Benfica não conseguiu fazer mais do que dois remates em meia hora de jogo! Se isto não é motivo de preocupação...

Com o organizador de jogo (Nuno Assis) em quebra acentuada de rendimento, perdido no "pinhal" de Leiria, coube a Manuel Fernandes assumir-se como o transportador de jogo. Só que o jovem médio não foi capaz de romper no último terço do campo. E a capacidade ofensiva do Benfica sofreu outro rombo com a substituição de Geovanni, o único que (a espaços) ainda conseguia jogar nas costas da defesa.

Na fase do desnorte, a U. Leiria aproveitou vários passes transviados para fazer suster a respiração nas bancadas, mas o acerto de uma equipa que estava há mais de 200 minutos sem fazer golos foi notório. E, para castigo, lá veio o golinho redentor de (quem poderia ser?) Mantorras.

Árbitro

João Ferreira (2). Trabalho progressivamente mais complicado, sobretudo no aspecto disciplinar. Ficou na retina aquela "desautorização" de Ricardo Rocha. Alguns erros parecem ter resultado de se ter deixado (im)pressionar por um público incansável no apoio ao Benfica. No fim, a "cereja": não há motivo para falta no lance que permite o empate dos encarnados.
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