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Benfica-U. Leiria, 4-0: Assim até parece fácil

"HAT-TRICK" DE NUNO GOMES NO REGRESSO À VELHA TÁCTICA E UM NOVO HERÓI: NÉLSON

Nem 4x4x2 nem 4x3x3 como Koeman defende. A verdade é que o Benfica regressou ao velho sistema do 4x2x3x1 (com Nuno Gomes atrás de Miccoli), que o conduziu ao título a época passada, e assim conquistou a primeira vitória no campeonato.

Depois do triunfo sobre o Lille arrancado no último minuto da partida, o Benfica tinha ontem mais um teste para debelar a crise. Correu tudo às mil maravilhas. O golo chegou cedo, mesmo antes de perceber que tinha pela frente um adversário “à maneira”. Depois foi saber gerir. O jogo e a equipa. Se for sempre assim, dá-se cabo da crise num instante.

Nuno Gomes fez um “hat-trick” (sim, mesmo dos puros) confirmando a sua vocação para marcar golos à União de Leiria. E, aqui para nós, não vai ser muito complicado marcar golos aos leirienses se estes continuarem a jogar como o fizeram na Luz. Qualidade, haverá. Ambição é que não se viu.

Não é justo, porém, que os três golos de Nuno (um deles conseguido em posição irregular) ofusquem totalmente a grande estrela da noite: Nélson. Depois de Miccoli (contra o Lille), o lateral-direito foi, de facto, um dos grandes heróis do jogo, sobretudo porque foi por ele que tudo começou.

Luz de Nélson

Muito Benfica a abrir o jogo (um golo aos 4’ para dar confiança) e muito Benfica a fechar a primeira parte (outro golo a dar toda a tranquilidade). Pelo meio, a União de Leiria chegou a ameaçar com o empate, fazendo-o aliás com um dos lances mais bonitos do jogo que, infelizmente para os leirienses, foi finalizado pelo jogador menos dotado tecnicamente: Nené. Mas foi a isto que a primeira parte se resumiu. Não teve muito para contar.

O que houve de bom (de muito bom) foi construído por Nélson. Jogou como se fosse um extremo e que às tantas resolveu levar as suas iniciativas até ao fim em vez de entregar a finalização a um companheiro. O jovem cabo--verdiano fez o corredor direito a uma velocidade tal, que além de passar por Alhandra e Anderson, ainda atropelava o próprio Geovanni.

Os cruzamentos calibrados de Nélson não foram, porém, aproveitados a cem por cento, mas logo se percebeu que havia ali quem podia dar melhor seguimento aos “apelos” de Nélson. Esse alguém foi Nuno Gomes. Aos 45’, fez a recarga ao “tiro” de Nélson e o Benfica foi assim descansado para o intervalo. O jogo estava resolvido.

“Show” Nuno

A União de Leiria foi sempre uma equipa encolhida que começou o jogo nervosa (e pagou por isso), que deu um arzinho da sua graça, mas pouco mais fez do que cócegas à águia.

Com Simão claramente em baixa, Geovanni ainda desinspirado (se estivesse 0-0 quando foi substituído não era certamente aplausos que iria ouvir...) e Miccoli intermitente (mas ainda assim capaz de alguns toques de classe que definem a sua categoria – aliás só não marcou um golo por mera infelicidade), a superioridade do Benfica foi materializada por Nuno Gomes.

Marcou três golos mas fez muito mais. Jogou atrás de Miccoli e ficaram muitas indicações de um entendimento que promete continuar a ser profícuo. Koeman pode estar a forjar um dupla temível.

A goleada dá moral ao Benfica que, no entanto, não poderá deixar de continuar a encarar cada jogo como uma final. A desvantagem pontual assim o exige. Se as próximas “finais” forem tão fáceis como a de ontem, os benfiquistas podem estar tranquilos. Mas não é crível que o sejam.

Árbitro

Elmano Santos (2). Admitindo ter ajuizado bem o lance em que o braço de João Paulo tirou o “golo” a Miccoli, ficou por assinalar o fora-de-jogo a Nuno Gomes no 3-0.
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