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Betis-Benfica, 3-0: Com tantos "furos" despiste era inevitável

A MÁQUINA DE "TRAP" PERDEU-SE QUANDO JÁ IA NO BOM CAMINHO

O Benfica não conseguiu dar continuidade ao balanço que tinha ganho com as boas exibições dos jogos anteriores e ontem capitulou de forma estrepitosa frente ao Bétis, sofrendo uma pesada derrota por três golos, todos eles assinados por Fernando. A “máquina” benfiquista arrancou com um “furo” e não se aguentou no bom caminho. O desastre foi inevitável.

Quando D. Fernando fez o 3-0 (ainda com mais de meia hora para jogar), aquilo que era para ser um teste muito sério tornou-se um treino desinteressante. E logo se levantou a questão: afinal de contas, em quem devemos confiar? No Benfica que tão boa conta deu de si nos embates com o Saragoça, Marselha e (sobretudo) Real Madrid, ou antes naquele que ontem não resistiu à eficácia de um Bétis que, apesar de consistente, não foi, de modo algum, uma equipa de outro mundo? Pelas provas dadas, acredite-se mais naquilo que se viu em ocasiões anteriores e menos no testemunho de ontem, que nos cheirou a falso e foi resultado de uma série de tremendos deslizes (o “frango” de Moreira é o melhor exemplo) e também algumas infelizes circunstâncias (a lesão de Geovanni num momento em que o Benfica procurava reentrar no jogo).

O melhor

Na prática, o Benfica entrou no jogo a perder. Mas não perdeu confiança nem convicção. Quando a pressão do Bétis amainou e o jogo acalmou, o Benfica rapidamente ganhou influência e tornou-se mesmo dominador. O dinamismo de Miguel e o rigor de Petit deram solidez às boas intenções da águia. O Benfica pegou no jogo, cresceu e... apareceu. Criou oportunidades mas não marcou. Quando, no último lance da primeira parte, Bruno Aguiar foi à linha cruzar uma bola à qual a cabeça de João Pereira não chegou, admitiu-se que faltava muito pouco para o Benfica chegar ao empate. Mas afinal não era bem assim.

O pior

Se o Benfica tinha entrado mal no jogo, reentrou ainda pior. Enquanto Geovanni pedia a substituição, o Bétis lançou um contra-ataque rápido e... 2-0. Dois minutos depois, nova falha defensiva e 3-0. Tão cruel para Miguel (foi ele que fez a “assistência” para Fernando) como para o Benfica, mas a verdade é que a partir daí já não havia vitória para discutir. E como se imagina, com uma diferença tão grande no marcador, o que sobra em vontade e raiva não encontra a devida correspondência em lucidez e clarividência. Por isso, a segunda parte pouco mais foi do que um treino sem sal.

ANTÓNIO MAGALHÃES, FILIPE DUARTE SANTOS e NUNO MIGUEL FERREIRA, em AYAMONTE
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