Record

Boavista-Benfica, 0-2: Águia feliz na pantera

DEPOIS DA FESTA DO TÍTULO, O RENASCER DO SONHO DA LIGA MILIONÁRIA

O Benfica ofereceu a si próprio um excelente tónico psicológico ao vencer ontem o Boavista no Bessa, onde não o conseguira fazer nos últimos 10 anos, e mercê do empate registado horas antes na Amadora relançou-se na corrida pelo segundo lugar e a entrada directa na Liga dos Campeões de 2006/07.

Sem realizar uma exibição de grande nível, os pupilos de Ronald Koeman foram capazes de assumir sempre o comando do jogo, contornar as dificuldades colocadas pelo Boavista e ir à procura da felicidade.

A definição do jogo fez-se na forma como as duas equipas iniciaram os dois períodos. Na primeira parte, em 10 minutos, o Benfica criou 3 ataques de que resultaram outros tantos remates, dando desde logo sinal dos seus propósitos. Na segunda parte, e também em 10 minutos, o Benfica pressionou ainda mais, chegou ao golo num lance feliz, mas confirmou que era a melhor equipa em campo.

Poucos erros

Com um meio-campo que trabalhava mais a bola do que o benfiquista, o Boavista tentou empurrar os visitantes para a sua área através de uma boa circulação do esférico e da movimentação de João Pinto nas costas de Fary. Mas o Boavista não foi capaz de travar o lado esquerdo do Benfica, com Léo e Simão a causaram estragos.

O defesa brasileiro teve o primeiro remate do jogo, à figura de William, e logo depois foi Simão a obrigar o guardião da casa a ceder o primeiro canto. Manduca também tentou a sorte aos 10’ e o Boavista teve de esperar por um erro de Anderson para ver Paulo Jorge atirar à figura de Moretto.

A luta a meio terreno era bonita, com os dois lados a cometerem poucos erros no controlo da bola. O equilíbrio era, por isso, a nota dominante, passado o período inicial de domínio visitante, que terminou aos 20’ com um remate de Simão ao lado, a passe de Petit. João Pinto ameaçou o golo, aos 43’, mas Moretto negou-lhe a festa.

Mais confiança

No começo da segunda parte o Benfica surgiu com Geovanni no lugar de Karagounis e mostrou-se mais confiança nas acções de ataque. Miccoli quase marcou, aos 50’, após um centro do Geovanni. Dois minutos depois, após livre de Simão, Tiago desviou para a própria baliza, abrindo o caminho à vitória encarnada.

Apesar da felicidade com que chegou à vantagem, o Benfica não abrandou de ritmo e aos 54’ Miccoli conseguiu um remate poderoso que Khadim (que rendera William, por lesão deste) desviou para canto na mais bela defesa da noite.

Controlado

Do pé esquerdo de Areias surgiu, aos 60’, a tentativa de resposta do Boavista, mas nessa altura já o Benfica abrandara o ritmo e passara a controlar as acções de forma mais calculista.

Isso permitiu ao Boavista acreditar que seria possível chegar ao empate. Aos 77’ os da casa reclamaram uma grande penalidade num lance entre Nélson e Paulo Jorge, mas o árbitro nada assinalou e a decisão pareceu correcta.
A dez minutos do fim Koeman fez o que não fizera em Barcelona e colocou Mantorras em campo, no lugar de Miccoli.

O angolano, que tem uma relação especial com a bola, fez o 0-2 final na segunda vez que tocou na bola, a passe de Simão e aproveitando o desacerto da defesa da casa. Meio minuto antes, Oravec obrigara Moretto à defesa mais difícil da noite.

A três jornadas do fim, o Benfica volta a sonhar.


Árbitro

BRUNO PAIXÃO (3). No capítulo disciplinar até poupou um ou outro amarelo. No lance de dúvida entre Nélson e Paulo Jorge pareceu ter ajuizado bem.
28
Deixe o seu comentário
SUBSCREVA A NEWSLETTER RECORD GERAL
e receba as notícias em primeira mão

Ultimas de Benfica

Vieira deixa cair Salvio

Presidente encarnado não vai melhorar a oferta apresentada ao agente de El Toto. Se este não baixar pretensões, o argentino deixará a Luz
Notícias

Notícias Mais Vistas

M