Bruno Lage: «É como jogar sem a alma e aquilo que representa o Benfica»

Treinador encarnado e o encontro de amanhã à porta fechada

• Foto: Paulo Calado

Bruno admitiu que será muito estranho receber amanhã o Tondela num jogo à porta fechada. Em conferência de imprensa, o treinador encarnado lembrou que sem adeptos o recinto perde a alma.

"Realmente é uma boa pergunta, é tudo inédito. Quer a paragem e também o tempo de paragem, porque é muito maior do que aquilo que é normal. O jogo, perspetivar o que poderá o adversário fazer e o facto de jogar no Estádio da Luz sem os seus adeptos. Um estádio tão bonito sem os seus adeptos é como jogar sem a alma e aquilo que representa o Benfica. Tentamos evoluir e preparámo-nos para o regresso e saberíamos que seria frente a um adversário muito competente. Tem um processo de organização defensiva muito bom. Focamo-nos em ter uma entrada muito forte e para amanhã fazermos um grande jogo de acordo com a nossa qualidade e o nosso potencial", começou por dizer o técnico.

Bruno Lage que confessou ter estado à conversa com um adepto do clube. "Estive à conversa com um adepto [do Benfica] e o senhor disse-me apenas isto: 'Não vamos lá estar fisicamente, mas vamos estar de coração' e é por isso que os jogadores vão dar o máximo amanhã. Um clube com uma massa humana enorme como o nosso e depois irmos a jogo sem ela, não há forma de preparar isso", assumiu, destacando ainda a iniciativa do clube, que pediu aos adeptos para enviarem os seus cachecóis para preencher as bancadas do estádio: "Uma iniciativa brilhante, de forma aos adeptos estarem presentes de coração."

O que sentiu mais falta durante esta paragem?

"Vejo-me como um treinador de treino e o que eu senti mais falta foi o trabalho diário com os jogadores. É difícil de se explicar quando se tem esta vida já há 20 anos. Aquilo que é projetar a equipa e aquilo que pode melhorar. O facto de não poder fazer isso foi o que senti mais falta."

Suspensão do campeonato benéfica para o Benfica?

"Esta paragem nunca pode ser benéfica em nenhum aspeto. Mas sim, deu para alguns jogadores ficarem disponíveis. Mas podemos fazer a questão de outra forma, que é o que podemos tirar de positivo de tudo isto. O facto de eu poder privar com o meu filho. Viagens, estágios, a minha vida profissional não me permite isso e esse é o único ponto positivo que eu posso tirar de tudo isto. Uma doença que em janeiro ninguém pensava que nos ia afetar e até brincávamos com o que se passava do outro lado do Mundo e de repente temos de estar isolados durante três meses e vermos pessoas a morrer."

Antes da paragem o Benfica atravessava uma série de três jogos sem vencer

"Como disse, para mim não foi benéfico para ninguém. As série de vitórias ou derrotas em determinada altura tem de se dar uma resposta. Fiquei com a sensação de que no último treino que fizemos [antes da paragem] que a equipa estava preparada para dar uma boa resposta. Sinto que a equipa estava preparada para somar vitórias até ao final do campeonato. Não tivemos bem em janeiro, é um facto. Queremos dar uma resposta muito boa amanhã [diante do Tondela]. Neste momento difícil, queremos dar aos nossos adeptos uma boa alegria com uma vitória", finalizou.

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