Bruno Lage: «Não atirámos ninguém à fogueira»

Treinador do Benfica voltou a explicar opções na Covilhã e reafirmou querer “plantel curto” e forte em todas as frentes

• Foto: Filipe Pinto

As opções levadas a cabo diante do Sp. Covilhã voltaram a ser esclarecidas, agora na antevisão ao jogo com o Boavista. Bruno Lage diz contar com um plantel de 29 elementos e que todos querem jogar. "Não atirámos ninguém para a fogueira. Demos a oportunidade a todos os que têm trabalhado connosco para jogarem e se mostrarem ao treinador e aos adeptos", reiterou, acrescentando que é naquela prova que quem joga menos tem a oportunidade de se fazer valer: "Foi sempre o nosso objetivo utilizar esta competição, em função da calendarização desta época, para jogarem atletas menos utilizados nesse período de jogos. Não é olhar para segundas linhas", assinalou o técnico, que na última temporada foi eliminado pelo FC Porto (3-1) nas meias-finais da competição.

Bruno Lage voltou a constatar que tem como objetivo ter um plantel mais reduzido. E com uma intenção específica. "Não retiro uma vírgula ao que digo desde início. A nossa intenção é criar um plantel curto, competitivo e que nos dê a oportunidade de sermos fortes em todas competições. Teremos sempre de olhar para o mercado e para as oportunidades que nos surgem, mas antes temos de olhar primeiro para os 26 jogadores [de campo] que temos cá dentro", afirmou o setubalense, que está na segunda temporada ao serviço do Benfica e que fechou a conferência de imprensa apontando ao rendimento geral. "Todos nós vivemos do rendimento: o clube, os jogadores e o treinador, a todo o momento. No jogo e no treino", ressalvou.

Meia-distância à prova

O Boavista de Lito Vidigal conta apenas com quatro golos esta temporada consentidos em casa em jogos para a Liga, sendo que em três quartos dos mesmos o denominador é comum: foram alcançados fora da área. O Aves foi o primeiro a consegui-lo, logo à primeira jornada, com um golo de Mohammadi após um livre lateral executado para a entrada da área. Seguiu-se o sportinguista Bruno Fernandes, na sequência de um livre direto. Por último, a proeza pertenceu ao brasileiro Alex Telles. O golo solitário do lateral-esquerdo, de pé esquerdo de fora da área, permitiu ao FC Porto ser, até à data, a única formação a vencer no Bessa. O outro golo consentido no reduto axadrezado foi apontado por Marco Baixinho (P. Ferreira), de penálti.

Marcar fora da área para a Liga tem sido algo contranatura para o Benfica esta temporada. Nos 25 golos apontados (excluindo quatro autogolos), apenas Nuno Tavares faturou de meia-distância: ao P. Ferreira.

Por Alexandre Moita e Flávio Miguel Silva
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