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Campeão na Luz nos Distritais

CHIQUINHO CARLOS JOGA NO IGREJA NOVA

Chiquinho Carlos, antigo jogador do Benfica – onde foi campeão nacional e vencedor da Taça de Portugal em 86/87 –, continua em actividade, ao serviço do Igreja Nova, colectividade que disputa a I Divisão Distrital da Associação de Futebol de Lisboa. Além disso, é também treinador adjunto do Mafra, que disputa a Zona Sul da II Divisão B.

Aos 39 anos – completa 40, no dia 26 de Abril –, o experiente jogador, depois de ter passado por vários clubes, entre os quais Benfica, V. Guimarães, Sp. Braga e V. Setúbal, continua ligado ao futebol, uma das suas grandes paixões. "Esta hipótese foi-me colocada a meio da época passada: os presidentes do Mafra e do Igreja Nova são muito amigos. Esta equipa estava mal classificada e terminei aqui a temporada. A classificação melhorou e, esta época, continuei a jogar. No Mafra, sou técnico adjunto da equipa liderada por Vítor Móia, e aos domingos actuo pelo Igreja Nova. Não considero que haja demérito nenhum nesta situação, pois gosto muito de jogar e também tenho amor ao futebol. Sinto-me em condições de ajudar, embora a maioria dos jogos seja disputada em campos pelados, alguns dos quais sem quaisquer condições."

O avançado nascido no Brasil, mas há 17 anos a viver em Portugal, mostra espírito de sacrifício: "Procuro aplicar-me, independentemente de jogar no Igreja Nova ou noutro clube. Vim para o Benfica com 23 anos e agora procuro transmitir a experiência que adquiri. Sinto-me em condições de poder ajudar. Sei que não é muito usual jogar ao domingo e não treinar com os meus companheiros, mas fui muito bem recebido por todos. O próprio presidente Domingos Janotas, tem-me incentivado muito, assim como o treinador Vítor Escada."

Ambição

O Igreja Nova luta pelos lugares cimeiros da I Divisão da AF Lisboa. Com um reforço de renome, o clube situado a cerca de seis quilómetros do concelho de Mafra, deixou os últimos lugares que ocupou na época passada e aspira, agora, a voos mais altos.

"O nosso objectivo é lutar pela melhor classificação e, se possível, atingir os lugares cimeiros. Existem cinco equipas mais distanciadas das outras (Povoense, Ericeirense, Igreja Nova, Mem Martins e Santa Iria) e um outro grupo mais atrasado, que pode criar dificuldades a estas colectividades. A nossa concorrência investiu muito para subir de divisão. Contudo, as condições de alguns campos de futebol estão a melhorar, pois já existem alguns com relva sintética", conclui Chiquinho Carlos.

«É impensável o que se passa no Benfica»

Chiquinho Carlos foi campeão pelo Benfica, em 1986/87, tendo como colegas de equipa Bento, Veloso, Álvaro e Diamantino, entre outros. Agora vê, do lado de fora, a forma como o clube da Luz tem andado arredado dos títulos.

"É realmente impensável o que se passa no Benfica, que está há oito anos sem ganhar o título de campeão nacional. Fui campeão em 1986/87 e tínhamos um excelente grupo de trabalho. Este ano, reforçaram-se com grandes jogadores, pensava-se que podiam lutar pelo título, mas voltaram a mudar de treinador. Conseguir concretizar os seus objectivos vai ser muito difícil. O clube tem de tentar manter o maior número de jogadores, não mexer muito no plantel, para poder voltar aos títulos." Além de ter conquistado a Taça de Portugal, na mesma época, numa final em que os encarnados venceram o Sporting, por 2-1, Chiquinho Carlos pode orgulhar-se de ter sido vice-campeão europeu na temporada seguinte: a equipa da Luz perdeu frente ao PSV Eindhoven, por 6-5, no desempate através de grandes penalidades.
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