Caso dos e-mails: Carta interna da PJ refere violação de segredo de justiça

Coordenador de Investigação Criminal revela contacto anónimo que denuncia canal privilegiado do Benfica no Campus de Justiça

• Foto: Lusa

Uma alegada carta enviada pelo coordenador de Investigação Criminal da Polícia Judiciária de Setúbal, Pedro Fonseca, à diretora da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC), Saudade Nunes, a 29 de setembro passado, denunciando atos que configuram "crimes de violação de segredo de justiça, violação de segredo por funcionário e de corrupção passiva para ato ilícito", foi revelada em blogs que têm divulgado documentação das águias.

Na missiva, é dado a conhecer um canal priviligiado no Campus da Justiça, através do qual os responsáveis do Benfica terão acedido "a peças processuais" relativas ao inquérito do denominado caso dos emails. Pedro Fonseca refere um contacto telefónico de alguém que não quis identificar-se, por recear represálias e não colocar em risco a carreira profissional.

Aquele coordenador esclarece que, para credibilizar a denúncia do que classificou como factos graves, questionou o interlocutor, o qual deu indicações precisas e pormenorizadas sobre o conteúdo de alguns documentos. O denunciante também terá dito que o Benfica acompanhava, desde o início, o desenvolvimento da investigação.

Na carta, é indicado que os encarnados terão transmitido essas informações a sociedades de advogados, que lhes prestam serviços jurídicos, destacando a Vieira de Almeida – que Record não conseguiu contactar, apesar dos nossos esforços – como tendo tido acesso aos documentos.

Por Nuno Martins
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