A Polícia Judiciária esteve quinta-feira a
fazer buscas na Luz, e entre outras, nas casas de Luís Filipe Vieira, Paulo Gonçalves, Pedro Guerra, Adão Mendes e Nuno Cabral no âmbito do caso dos emails.
Cronologia
6 de junho - Francisco J. Marques denuncia um alegado esquema de corrupção de árbitros a favorecer o Benfica, envolvendo a SAD dos encarnados, o ex-árbitro Adão Mendes e Pedro Guerra, antigo diretor de conteúdos da BTV. Luís Filipe Vieira, Paulo Gonçalves, Nuno Cabral (ex-árbitro e então delegado da Liga de Clubes), além de Ferreira Nunes, antigo responsável pela classificação dos árbitros, são também visados.
8 de junho - Entrada do inquérito-crime no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), posteriormente enviado para o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP).
julho - A Polícia Judiciária prepara uma busca e apreensão de documentos no âmbito do processo de inquérito, mas sem o consentimento do juiz de instrução do processo. A PJ já tinha obtido os emails de Francisco J. Marques e o acordo formal do Ministério Público.
19 de outubro - Buscas feitas no Estádio da Luz e às residências de Luís Filipe Vieira, Paulo Gonçalves, Ferreira Nunes (ex-responsável pela classificação dos árbitros), Adão Mendes, Nuno Cabral e Pedro Guerra. Duraram cerca de 10 horas.
Emails
Adão Mendes escreve a Pedro Guerra - "O primeiro-ministro [Luís Filipe Vieira] é um grande homem e líder, sei do que falo. Hoje o Benfica manda e os outros não mexem nada. O resto virá por acréscimo. Dizem os grandes sábios dos painéis que algo está a mudar. Hoje sabem que quem nos prejudicar será punido."
(...) "Vamos ter os padres que escolhermos e ordenamos nas missas que rezamos, temos é de rezar e cantar bem", ao qual Pedro Guerra terá respondido. "Sei que o primeiro-ministro quer que seja essa a estratégia. Ele lá sabe o que faz."