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Chano foi a «vitamina» de um Benfica à tangente

ENCARNADOS SOMAM A TERCEIRA VITÓRIA CONSECUTIVA PELA DIFERENÇA MÍNIMA

Chano foi a «vitamina» de um Benfica à tangente
Chano foi a «vitamina» de um Benfica à tangente

O BENFICA somou domingo a terceira vitória consecutiva à tangente, mantendo-se na perseguição ao FC Porto e Sporting, mas ontem só justificou o triunfo na segunda parte com a entrada de Chano. O espanhol foi a “vitamina” que veio dar mais imaginação e clarividência ao futebol benfiquista, tão pobre e deserto de ideias estava a ser até aí. O meio-campo dos encarnados, sem Calado, passou a ter alguém que se preocupava em construir o ataque, alimentando-o com passes geométricos de grande precisão.

Na segunda parte, a atitude do Benfica, no geral, também mudou do dia para a noite. A equipa encarnada surgiu a jogar um futebol mais rápido e objectivo, conseguindo finalmente construir lances com perigo para a baliza do Santa Clara, com Poborsky também em bom plano. Num dos muitos passes mágicos de Chano acabou mesmo por nascer o golo do triunfo do Benfica, da autoria do “matador” da Luz, Nuno Gomes (marcou sempre nos últimos três jogos).

Uma vitória justa do Benfica, mas suada, que nem deu para Jupp Heynckes estrear o novo reforço João Tomás. A equipa encarnada realizou um primeiro tempo paupérrimo. Lenta, sem capacidade de entrar na área do Santa Clara e criar oportunidades de golo, o Benfica entreteve-se a recriar-se com a bola, produzindo um número excessivo de passes lateralizados e para trás entre os jogadores, situação que chegou a fazer perder a paciência aos adeptos benfiquistas. Os encarnados circulavam a bola a seu bel-prazer mas sem qualquer progressão no campo, dando uma imagem de grande impotência em afrontar a defesa do Santa Clara. Um domínio inconsequente, o dos encarnados. Jupp Heynckes viu bem, e retirou Calado, fazendo entrar Chano para a segunda parte. O Benfica, aliás, terminaria o jogo com dois médios-centro diferentes (Chano e Uribe renderam Calado e Kandaurov). E sob a batuta do espanhol, o futebol do Benfica ganhou, finalmente, outra confiança e objectividade. Mas continua a faltar mais frieza na zona de finalização. Ontem, os encarnados acabaram a partida com o credo na boca quando tiveram oportunidades mais que suficientes para dilatar a vantagem.

Mesmo sem estar a jogar bem, ao nível do FC Porto e do Sporting, equipas com um futebol mais consistente, e sobretudo, que contam com uma artilharia pesada no ataque, com o resultado de ontem o Benfica somou a terceira vitória consecutiva na I Liga, o que não ocorria desde 16 de Outubro de 1999, quando completaram a série de seis jogos sempre a ganhar.

O Santa Clara jogou na Luz com algumas cautelas defensivas, sobretudo na primeira parte, apostando muito nas marcações individuais e em rápidas saídas para o ataque, a explorar a velocidade de George e El Idrissi. Mas sempre sem incomodar Robert Enke. Tivesse o Santa Clara jogado na primeira parte como o fez no segundo tempo, e talvez tivesse aproveitado a monotonia do jogo benfiquista no primeiro período do jogo. No segundo tempo, o jogo ficou mais aberto e a equipa de Manuel Fernandes revelou-se mais atrevida, mas incapaz de evitar o nono jogo consecutivo sem ganhar. A turma açoriana não vence desde 21 de Novembro (Alverca).

ARBITRAGEM DE NÍVEL ELEVADO

Um jogo sem cartões é digno de registo. Martins dos Santos esteve em bom nível. No lance mais polémico do jogo, ajuizou bem ao não assinalar qualquer falta de Bruno Basto sobre Gamboa. O avançado do Santa Clara acabou por tropeçar no seu próprio pé e cair, sem que o defesa do Benfica lhe toque. Ficou apenas por mostrar o cartão amarelo a Gamboa.

GOMES FERREIRA

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