CMVM ainda está a analisar pedido do Benfica para fim da OPA

O supervisor está a analisar o pedido da Benfica SGPS para a retirada da OPA parcial sobre a SAD dos encarnados

vieira benfica
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A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) encontra-se a analisar o pedido apresentado terça-feira pela Benfica SGPS para a retirada da oferta pública de aquisição (OPA) parcial sobre a Benfica SAD, indicou fonte oficial do supervisor.

 

A CMVM confirma a receção do pedido de retirada da OPA pela Benfica SGPS e indica que este requerimento "será objeto de análise detalhada".

 

Adicionalmente, refere a mesma fonte, o supervisor "aguarda ainda a pronúncia do oferente quanto ao projeto de decisão do indeferimento do pedido de registo de OPA".

 

Entretanto, a suspensão da negociação das ações da SAD das "águias" foi levantada após a divulgação de informação relevante na noite de terça-feira pela Benfica SAD que "clarifica os acionistas e investidores sobre a utilização de recursos desta entidade e respetivos impactos".

 

As ações da SAD seguiam inalteradas nos 2,70 euros pelas 12:20 desta quarta-feira depois de terem chegado a cair 11,48% para os 2,39 euros, mínimo desde fevereiro de 2019.

 

Benfica reitera conformidade legal da OPA

No comunicado ontem divulgado, o Benfica indicou que "se pronunciará em sede de audiência prévia acerca do projeto de indeferimento do pedido de registo de oferta" por parte do supervisor, reiterando a "plena conformidade da oferta com todas as disposições legais aplicáveis".

 

De acordo com o apurado pelo Negócios junto de fontes próximas do processo, a CMVM considera que os fundos a utilizar pela Benfica SGPS provêm da SAD, o que constitui uma "assistência financeira" da entidade alvo da oferta ao oferente, algo que não é permitido numa OPA.

 

Na informação divulgada na noite de terça-feira, a SAD detalha os negócios entre a Benfica Estádio, que passou para o perímetro da "holding", e a sociedade anónima desportiva.

 

Assim, a argumentação do Benfica é de que não se trata de uma "assistência financeira" à operação, justificando que o contrato celebrado em outubro entre a Benfica Estádio e a SAD relativo às contrapartidas a pagar pela última pela utilização do estádio da Luz e a posterior antecipação do recebimento dos montantes até 30 de junho de 2041 mediante um "desconto de 34,5%" beneficiou a SAD.

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