Como funcionava o “acordo conjunto”

Tese da acusação desmonta o alegado esquema

• Foto: Miguel Barreira

Num ‘separador’ denominado por "acordo conjunto", o DIAP de Lisboa explica as conclusões da sua investigação no que diz respeito ao funcionamento do alegado esquema. Segundo a acusação, o assessor da SAD do Benfica fez um acordo com José Silva (oficial de Justiça) e Júlio Loureiro (oficial de Justiça e observador de árbitros) para beneficiar o emblema da Luz através do conhecimento antecipado de processos judiciais e também da obtenção de decisões favoráveis.

"Pelo menos desde março de 2017 [...] Paulo Gonçalves solicitou a José Silva e Júlio Loureiro que acedessem a processos pendentes [sobre, entre outros, investigações na área do futebol] que decorriam no DIAP de Lisboa e Porto", pode ler-se na acusação. Em troca dos acessos, Gonçalves e a SAD terão oferecido "pelo menos nas épocas desportivas 2016/17 e 2017/18 e até 3 de março de 2018" convites e produtos de merchandising a Júlio Loureiro, "de forma a criar condições de permeabilidade por parte do observador de arbitragem" para obter "decisões favoráveis, conhecimento privilegiado de informações desportivas e de pessoas e contactos ligados à arbitragem". Para esconder os pedidos e recompensas, os contactos de José Silva com Paulo Gonçalves seriam por vezes realizados através de Óscar Cruz ou Júlio Loureiro.

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