Décimo segundo jogador aposta na vitória no clássico

Galeria de campeões, em 1993/94, acredita que o Benfica vai derrubar amanhã à noite o FC Porto

Álvaro Magalhães, José Carlos, Hernâni, José Henrique, Paneira, Rui Costa, Mozer, Paulo Madeira, Veloso e Toni (em cima); Edmundo, Bruno Basto, Mariano, Paulo Santos, Chalana e Ramires (em baixo)
• Foto: Luís Manuel Neves

O 12º jogador do Benfica aposta forte no triunfo da equipa de Rui Vitória no clássico da Luz. Em pleno Casino Estoril, local onde o jogo e o risco caminham de braços dados, a galeria de antigos jogadores das águias que ali participaram ontem numa efeméride, a propósito do título conquistado em 1993/94, acredita que o FC Porto vai sair amanhã de Lisboa vergado ao peso de uma derrota.



O otimismo constitui a tónica do discurso do painel auscultado durante o evento. Uns mais atrevidos, outros mais defensivos na hora de usar a palavra, os antigos jogadores dão um pequeno empurrão aos pupilos de Rui Vitória. Toni, treinador campeão em 1993/94, quer que o conjunto da Luz retifique o resultado (0-1) obtido no Dragão, a 20 de setembro. "Espero assistir a um bom espetáculo e que o resultado seja diferente do da primeira volta. Espero que caia para o lado do Benfica", refere o técnico, de 69 anos.

Capitão do Benfica em 1993/94, António Veloso está rendido à evolução do conjunto de Rui Vitória. "Aguardo que o Benfica seja aquilo a que nos tem habituado nos últimos jogos, ou seja, que apresente um bom fio de jogo e... ganhe! Atuando em casa é favorito, mas isso, por vezes, nada significa. O principal objetivo é conseguir os três pontos", assinala o antigo lateral, de 59 anos.

Conjuntura dita favoritismo

Baluarte do eixo defensivo, em 1993/94, Mozer aponta as diferenças conjunturais dos arquirrivais. "O Benfica está num momento excecional. Tem o melhor ataque e dois dos melhores marcadores. O FC Porto não está num bom momento, mas ainda assim é perigosíssimo. O Benfica tem de estar ainda mais unido para vencer", diz o ex-central, de 55 anos.

Mestre na arte do improviso, Vítor Paneira adota um discurso francamente otimista. "Espero um Benfica dominador perante um FC Porto que não está nos melhores dias. O Benfica é claramente favorito e vai ganhar os três pontos", vinca o antigo extremo, de 49 anos.

Com participação reduzida na caminhada para o título, em 1993/94, Hernâni contraria uma das máximas do futebol. "O FC Porto não está morto, mas se perder fica mais difícil ser campeão. Costuma dizer-se que quem está pior acaba por ganhar, mas não acredito nisso", afirma o antigo médio, de 52 anos.

Lançamento de nova réplica

O evento que reuniu antigos jogadores do Benfica serviu para lançar a réplica da camisola de 1993/94 (também usada em 92/93), época marcada pela vitória no campeonato, a última antes do jejum que terminou em 2005. Na cerimónia estiveram elementos que fizeram parte dessa caminhada, como Paulo Santos, Veloso, Mozer, Hernâni, Vítor Paneira, Rui Costa e Toni (treinador). Também se associaram ao lançamento jogadores de outras gerações, como José Henrique, Álvaro Magalhães, Chalana, Edmundo, José Carlos, Paulo Madeira, Luís Mariano, Bruno Basto e Ramires. A camisola já se encontra à venda, juntando-se a outras réplicas.

Rui Costa: "Foi uma camisola que me trouxe sorte" 

O início da temporada de 1993/94 não foi fácil para o Benfica. O clube atravessava neste período muitas dificuldades a nível financeiro e tal deu azo à saída de alguns jogadores como Paulo Sousa e Pacheco. Contudo, a equipa recuperou e chegou mesmo ao título. Rui Costa foi peça fundamental nesse conjunto, orientado por Toni, participando em todos os 34 jogos do campeonato. Ontem, no Casino Estoril, o atual administrador da SAD do Benfica lembrou as última épocas em que esteve na Luz, antes de rumar à Fiorentina.

"Foi uma camisola que me trouxe muita sorte. Numa sala de jogo acaba por ser engraçado dizê-lo", brincou o antigo camisola 10 das águias. "Representei o Benfica durante cinco anos, dois deles com a camisola patrocinada pelo Casino do Estoril. Num ano ganhámos a Taça de Portugal (1992/93) e em 1993/94 fomos campeões Nacionais", recordou com saudade o dirigente, destacando, depois, a mística do clube e a responsabilidade de defender o emblema da águia.

"Esta foi a última camisola que vesti do Benfica antes de ir para Itália. E se uma camisola do Benfica, qualquer uma que seja, é um compromisso para a vida, posso dizê-lo que pessoalmente esta trouxe felicidade. Em dois anos ganhei dois títulos e conquistei a minha titularidade no Benfica. Dei também início a um grande sonho que foi a minha carreira de jogador", concluiu emocionado, Rui Costa, antes de segurar nas mãos uma réplica da camisola que chegou a envergar na Luz, entregue pelo administrador do Casino Estoril Vieira Coelho, que também marcou presença. 

Maestro sabe como marcar aos dragões

Nas vésperas de um clássico na Luz, vale a pena recordar o golo que Rui Costa marcou frente ao FC Porto na época de 1993/94. Com casa cheia, os encarnados receberam e venceram os azuis e brancos com um categórico 2-0. O primeiro golo surgiu no minuto 37 dos pés de Aílton. O segundo apareceu aos 55’ graças à mestria do então camisola 10 dos encarnados. Assistido por Vítor Paneira, Rui Costa bateu Baía.

Por Alexandra Beny
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