Diretor comercial do Benfica explica perdas em várias frentes após caso dos e-mails

Miguel Bento foi testemunha ouvida no primeiro dia do julgamento, no Porto

• Foto: Ricardo Jr

Miguel Bento, diretor comercial e de marketing do Benfica, também foi ouvido no Tribunal do Juízo Central Cível do Porto, onde explicou alguns aspetos em que o Benfica terá sido prejudicado com a publicação dos e-mails pelo Porto Canal. "É normal que as pessoas, perante a incerteza, desliguem", disse o responsável, explicando que foi necessário "interromper negócios e alguns que estavam quase feitos deixaram de estar". Miguel Bento admitiu mesmo que "um negócio alinhavado com uma empresa portuguesa de grande relevância, na área dos serviços, deixou de estar feito, e na altura perspetivava-se um negócio de 500 mil euros para 3 ou 5 anos".

O dirigente apontou ainda a quebras nas vendas em loja, na desistência de sócios, e não só. "O camarote mais caro da Luz era de 210 mil euros, tínhamos uma empresa que estava prestes a chegar a acordo para oito anos e desistiu", disse. Já perante as questões dos advogados do FC Porto, Miguel Bento admitiu que, no que toca ao 'red-pass', o objetivo em 2016/17 era de chegar aos 35 ou 36 mil, na época seguinte de 38 mil e, atualmente, "ronda os 41 mil aderentes".

Os advogados dos dragões confrontaram ainda Miguel Bento com as buscas ao Benfica, em outubro de 2017. "Até estiveram no meu gabinete", assumiu o diretor do Benfica, mas assumindo que "depois disso nenhum parceiro pediu explicações, uma vez que essas já tinham sido dadas quando os e-mails começaram a ser divulgados". O responsável disse ainda que o conteúdo dos e-mails, "excetuando o que é segredo de negócio, é um monte de nada".

Por André Gonçalves
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