Dono da discoteca açoriana explica incidentes com No Name Boys: «Nós reagimos e defendemos a nossa casa»

Carlos Bruno fala de tentativas de roubo e de agressão antes dos confrontos com a polícia

Carlos Bruno, proprietário e gerente da discoteca 'Karma', deu a sua versão dos distúrbios registados na madrugada do passado sábado, em Ponta Delgada, horas depois da partida entre o Santa Clara e o Benfica. Em declarações a Record, Carlos Bruno falou de tentativas de roubo e de agressão por parte de adeptos afetos ao Benfica, antes dos confrontos com a polícia.

"A discoteca estava em pleno funcionamento, estava cheia. Entretanto começaram a chegar alguns adeptos que na altura não foram identificados como tal, mas agora podemos afirmar que eram adeptos, e foram entrando. Uns não entraram porque o espaço estava cheio e não quiseram esperar", começou por explicar Carlos Bruno, prosseguindo: "Na parte principal da entrada, alguns adeptos um pouco impacientes e com atitude um pouco arrogante já não entraram. Quando aos que entraram, as coisas estavam a correr de forma normal, mas entretanto houve um adepto que tentou roubar uma garrafa do bar. A situação resolveu-se. Depois, com o passar da noite, notámos que estariam a preparar-se para sair sem pagar. Aí alertámos os seguranças, que ficaram atentos". 

O responsável do espaço de diversão noturna explicou que, posteriormente, "um grupo de 10 ou 15 pessoas confrontou o porteiro, pois não queriam pagar e saíram". "Os seguranças foram à porta e confrontaram os adeptos, eles tentaram agredir os seguranças e depois, como é óbvio, defendemo-nos e as coisas tomaram um rumo mais complicado, já no exterior. Tentámos imobilizar alguns adeptos e entretanto a polícia chegou. Os adeptos que não tinham conseguido entrar estavam espalhados pela cidade, começaram a organizar-se e foi aí que a polícia decidiu usar balas de borracha, porque já estavam a entrar em confronto com a polícia", contou Carlos Bruno.

Na referida discoteca estiveram, segundo o dono do estabelecimento, cerca de 50 adeptos. "Só reagimos quando tentaram agredir um dos nossos seguranças. Havia 'Diabos Vermelhos', pois colaram alguns autocolantes nas paredes, mas entre elementos dos 'No Name Boys' e dos 'Diabos Vermelhos' eram cerca de 50", apontou, apontando ainda os momentos que levaram os responsáveis da discoteca a identificar aquele grupo como sendo de adeptos do Benfica.

"Percebemos quando entoaram cânticos de incentivo ao Benfica, pois na entrada passa muita gente e não conseguimos perceber, até porque uns vinham com camisola Benfica e outros vestidos de forma normal. Além disso, fizeram um grafiti na porta com as iniciais e símbolo dos 'No Name Boys'", disse.

Carlos Bruno reforçou que os elementos do 'Karma' agiram em defesa do seu espaço, lembrando que os referidos adeptos já se teriam envolvido em desacatos noutros locais da ilha de São Miguel. "Não foi só na discoteca que fizeram essas coisas. Já estávamos em alerta, pois esse grupo, ao longo do dia, tinha provocado desacatos em pontos turísticos da ilha e em restaurantes. Nós reagimos e, infelizmente, umas pessoas não reagiram, por medo ou receio. Nós reagimos e defendemos a nossa casa", concluiu Carlos Bruno.

Recorde-se que, já esta segunda-feira, a PSP dos Açores revelou ter detido um homem suspeito de ter estado envolvido nestes distúrbios.

Por André Gonçalves
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