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Drulovic é o novo dono da braçadeira de capitão

JUGOSLAVO SUCEDE A ROBERT ENKE

DRULOVIC vai ser o capitão do Benfica no jogo de amanhã com o Gil Vicente e provavelmente até ao final da temporada. Com Fernando Meira transferido para o Estugarda e na ausência de Robert Enke, lesionado e preterido para dar ritmo a Moreira, o extremo jugoslavo assume-se como novo líder da equipa em campo.

O mais relevante desta alteração é o facto de Drulovic ter chegado apenas esta época aos encarnados. E logo do grande rival FC Porto, clube que representou durante sete temporadas e meia e do qual se tornou importante referência.

A revolução que ocorreu no plantel do Benfica durante o último defeso ajuda a compreender a decisão dos responsáveis encarnados. Apenas os lesionados Enke e Carlitos e os jovens Moreira, Miguel e Ednilson têm mais tempo seguido de casa que o internacional jugoslavo.

Aliás, o capitão do Benfica na ausência de Drulovic é João Manuel Pinto, também ele um jogador contratado nesta época e ex-jogador do clube das Antas, onde alinhou seis temporadas.

A idade é também um factor determinante para a decisão. O jugoslavo é, com 33 anos, o jogador mais velho do plantel às ordens de Jesualdo Ferreira.

O topo da hierarquia desde os 19 anos

A experiência de Drulovic como capitão de equipa só é recente no Estádio da Luz. O extremo esquerdo já desde as camadas jovens e início da carreira que é escolhido para desempenhar o cargo. Nos cinco clubes que representou antes do Benfica, só no Gil Vicente, já em Portugal, não foi capitão.

No clube da sua terra, o FC Zatar, “Drulo” actuou apenas como amador e como junior. Mas já nessa altura, o temperamento calmo, maduro e pouco conflituoso do agora benfiquista foi tido em conta quando se apontou o capitão de equipa.

Quando se mudou para o Sloboda Tuzla, já como senior e profissional, Drulovic foi contratado com a intenção prévia de usar a braçadeira. Jogou lá duas épocas e sempre como “chefe” de equipa. O curioso é que na altura o internacional jugoslavo tinha apenas 19 anos. O perfil foi mais uma vez decisivo para a escolha prematura do jogador.

Seguiu-se o RAD Belgrado, um clube de média dimensão da ex-Jugoslávia. Em algumas circunstâncias, “Drulo” foi também capitão de equipa da última formação que defendeu no seu país.

Chegado a Barcelos, o estrangeiro Drulovic nunca usou a braçadeira em ano e meio de Gil Vicente. Foi, aliás, o único clube onde não desempenhou essas funções em toda a carreira profissional.

Nas Antas, Drulovic encontrou um FC Porto forte e ganhador. Apesar das referências dos dragões- Jorge Costa, Paulinho Santos ou Secretário - também chegou a capitanear a equipa.
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