Duarte Pacheco: «Acredito no projeto de Vieira para o Benfica, se deve ao Novo Banco tem de pagar»

Deputado do PSD tem visão diferente da de Rui Rio

• Foto: Lusa

Duarte Pacheco, deputado do Partido Social Democrata, explicou esta segunda-feira que apoia Luís Filipe Vieira como presidente do Benfica mas separa as 'águas' quanto a questões pessoais que este possa ter pendentes relativamente ao Novo Banco. 

"Se for assim, automaticamente afasto-me imediatamente do debate. Não me sinto [a interferir] porque acredito no projeto dele para o Benfica. Ponto final. Se ele deve ao Novo Banco tem de pagar. Gosto do Pedro Abrunhosa. Há quem pergunte no PSD e no CDS, face ao que ele dizia do professor Cavaco Silva, de quem sou fã, se eu gosto dele. Sim, gosto, porque gosto das músicas e das letras do Pedro Abrunhosa. Vou ao concerto. Temos de separar as coisas. Aqui [relativamente ao Benfica] é a mesma coisa. Acredito no projeto que ele tem para o Benfica. Se ali ao lado fez uma gestão incorreta de património que levou a perdas e que tenha de ser responsabilizado por isso, então que a Justiça atue. Uma coisa não tem nada a ver com a outra", reiterou em entrevista ao 'ECO' onde assumiu uma diferença para Rui Rio.

O presidente do PSD garantiu que a ligação estreia entre futebol e política não deve acontecer. "Sempre achei mal a mistura entre a política e o futebol profissional", vincou a 12 de setembro. Duarte Pacheco fez parte da comissão de honra de Luís Filipe Vieira e fundamentou a decisão.

"Se tivesse a mesma opinião que ele, não tinha aceite o convite que me foi feito. É verdade, não vale a pena estar a dizer aqui outra coisa. Percebo que é difícil, mas muitas vezes nós próprios queremos ir atrás do que é politicamente correto… Isso [o apoio] não interfere minimamente. Deixem-nos ser nós próprios. Se a pessoa gosta de futebol, gosta de futebol. Se gosta de tauromaquia, gosta de tauromaquia. Conheço agentes políticos que antes de assumirem as suas funções iam assistir a touradas. Assumiram funções e deixaram de ir. Qual o motivo para se tirar uma parte do que gostam só porque assumiram determinada função? Não fiquei a apreciar mais a gestão do António Costa ou do Mário Centeno na pasta das Finanças por serem benfiquistas", defendeu o deputado.

Por Flávio Miguel Silva
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