'E-toupeira': Um dos suspeitos foi observador de árbitros e decisivo para descida de Marco Ferreira

Júlio Loureiro é funcionário judicial no Tribunal de Fafe

A operação 'e-Toupeira', desencadeada esta terça-feira e que levou à detenção de Paulo Gonçalves (assessor jurídico da SAD do Benfica) e José Silva (técnico de informática do Instituto de Gestão Financeira e Equipamento da Justiça), teve ainda como consequência a constituição de dois arguidos, um deles Júlio Loureiro. Este funcionário judicial no Tribunal de Fafe foi observador de árbitros até 2015/16 - saiu após entrada de José Fontelas Gomes para a presidência do Conselho de Arbitragem da FPF - e saltou para a ribalta pela nota de 2.0 (uma das mais baixas de sempre) dada a Marco Ferreira num Sp. Braga-Benfica de 2014/15, que se revelou decisiva para a descida de divisão do juiz madeirense.

Refira-se que, em outubro, Francisco J. Marques já havia denunciado uma alegada ligação entre Júlio Loureiro e Paulo Gonçalves através dos emails. Na altura, o diretor de comunicação do FC Porto deu conta deu conta de uma alegada correspondência eletrónica enviada em 2016 pelo funcionário judicial para o dirigente encarnado, relativamente a uma notificação que Rui Vitória iria receber a propósito de um processo onde o arguido era o V. Guimarães.

"Viva. Para conhecimento antecipado, dado ser numa data que antecede viagem do Benfica à Turquia, remeto cópia de uma notificação para o Rui Vitória. Agradeço discrição quanto ao assunto, pois nem é da minha secção", foi o conteúdo do alegado email, lido por Francisco J. Marques no Porto Canal. "Há um funcionário de tribunal que foi árbitro e observador de árbitros, a enviar este tipo de informação. Se avisam de uma simples notificação, quando forem coisas mais graves o que não farão", sentenciou o diretor de comunicação portista.

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