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Em busca do tempo perdido

ENCARNADOS PROCURAM EM ALVALADE O IMPULSO PARA A REABILITAÇÃO

Em busca dos pontos, das exibições, do... tempo perdido, nas duas jornadas disputadas na Liga e com duas semanas em que praticamente não houve jogadores para treinar, o plantel do Benfica voltou ontem a reunir-se para trabalhar em normalidade, a dois dias da importante visita ao Estádio José Alvalade.

Os que ficaram, os agora regressados das selecções ou os reforços de última de hora (Karagounis ainda se juntou ao plantel durante a noite) têm certamente consciência de que um início de campeonato mais tranquilo, pontuado, daria aos encarnados um outro à-vontade para o derby com o velho rival.

Nesta altura, contudo, depois do empate em Coimbra e da derrota com o Gil Vicente, o clássico dos clássicos assume nível de importância maior: além dos pontos, poderá nascer em Alvalade o impulso necessário para outros resultados.

Exemplo de Camacho

É certo que também houve casos contrários, mas a história recente dos confrontos entre os grandes de Lisboa mostra alguns exemplos dessa espécie de reabilitação ou festa benfiquista à custa do leão. Os caprichos dos calendários têm contribuído para o carácter especialmente decisivo de alguns destes jogos e bem vivas estão ainda as imagens de como Luisão conseguiu marcar o golo que, no final da época passada, deu uma vitória e quase assegurou o título.

Um ano antes, precisamente à mesma 33ª jornada, Geovanni sacava no terreno do adversário a "bomba" que praticamente garantia o segundo lugar no campeonato e acesso à pré-eliminatória da Liga dos Campeões, confirmado na última jornada com o ponto do empate caseiro com a U. Leiria.

Analisando ainda os derbies de campeonato no novo século, destaque para outra importante vitória em terreno alheio (2002/03), no primeiro jogo grande de Camacho após a chicotada de Jesualdo Ferreira, que marcou o arranque das águias para um tranquilo segundo lugar que nem uma derrota com o Sporting, na segunda volta, conseguiu depois questionar.

Sabry salva orgulho

As primeiras três épocas em análise foram as piores para o Benfica, em termos de classificação final, mas nem aí os encarnados se podem queixar especialmente dos resultados.

Em 1999/00, a equipa da Luz salvou-se no orgulho mínimo de ir a Alvalade à penúltima jornada adiar a festa do final de jejum leonino com um golo do egípcio Sabry; na temporada seguinte, pior da história da águia (sexto lugar), as contas fizeram-se com um 3-0 para cada lado, com a curiosidade de o da primeira
volta ter sido alcançado na despedida de José Mourinho – daria
lugar a Toni. Em 2001/02, a história fez-se com dois empates.
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