Estádio da Luz arrisca interdição: relatórios falam em agressões a agentes de autoridade

Abertos dois processos disciplinares para averiguar o que se passou

O Benfica arrisca uma pena pesada do Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que no limite pode chegar à obrig ação de jogar à porta fechada no Estádio da Luz.

O órgão liderado por José Manuel Meirim abriu, na passada sexta-feira, dois processos disciplinares para averiguar o que se passou no final dos jogos do Benfica com FC Porto e Estoril.

O CD atuou após receber os relatórios das forças policiais. Nesses documentos estão mencionados confrontos graves, incluindo agressões a agentes da autoridade. Relata-se, inclusive, que um polícia ficou maltratado. No Regulamento Disciplinar estão previstas sanções para infrações graves de adeptos, que podem ir de multas à realização de encontros à porta fechada.

Balas e bastões
No final do clássico de 15 de abril, que o FC Porto venceu (1-0), houve confrontos entre adeptos encarnados e a PSP, resultando em seis agentes feridos e sete adeptos detidos, como informou o Comando Metropolitano de Lisboa. A Polícia fez saber que os incidentes começaram no interior do estádio, alastrando para o exterior. Foram usadas balas de borracha.

Na ronda seguinte, após o Estoril-Benfica (1-2), a GNR usou bastões para colocar ponto final nas agressões verificadas na bancada situada do lado dos bancos. Isto depois de apoiantes benfiquistas terem invadido aquela zona.

Bandeira e batom
A SAD encarnada está sob alçada disciplinar por causa dos confrontos ocorridos no final dos jogos com FC Porto e Estoril, mas já havia sido multada pelo mau comportamento do público durante esses desafios. Como se lê no mapa das deliberações do Conselho de Disciplina da passada sexta-feira, as multas vão desde cânticos à utilização de engenhos pirotécnicos e arremesso de objetos.

No clássico, por exemplo, foi arremessado um pau de bandeira na direção dos jogadores portistas quando estes festejavam o golo, o que valeu uma multa de 7.650 euros. Já na Amoreira até um batom labial foi atirado, mesmo "não tendo atingido qualquer agente desportivo".

Por Filipe Pedras e Nuno Martins
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