Fernando Tavares e Gomes da Silva 'discutem' futebol feminino: «Não falem do que não sabem»

O vice-presidente do Benfica e o candidato às eleições dos encarnados trocam argumentos nas redes sociais

Fernando Tavares e Rui Gomes da Silva trocaram argumentos nas redes sociais com o futebol feminino como pano de fundo. Depois do vice-presidente do Benfica ter publicado um longo texto na sua conta de Facebook explicando o porquê da equipa feminina não poder treinar no Seixal em resposta a "afirmações de alguns dos pseudo candidatos despropositadas e contraditórias", o candidato à presidência dos encarnados e ex-vice das águias recorreu igualmente ao Twitter para ripostar.

"Aproxima-se a campanha eleitoral do Sport Lisboa e Benfica, um dos actos mais nobres da vida do meu amado clube. A mesma arrasta afirmações de alguns dos pseudo candidatos despropositadas e contraditórias em relação ao passado de algumas pessoas como dirigentes do Benfica. Agora há quem esteja preocupado com o desporto feminino no clube mas nada fez quando lá esteve. Agora há quem esteja preocupado com o futebol feminino do Benfica e nada fez quando lá esteve. Não criou, não desenvolveu e não projectou. Agora há quem esteja preocupado com as modalidades e quando lá esteve achava que o investimento nas mesmas devia ser canalizado para o futebol. Nessa altura o feminino, a diversidade e o ecletismo pouco valia. A hipocrisia incomoda-me e revolta-me. Sobre o futebol feminino. Gostaria de treinar e jogar no Seixal? Sim gostaria. Gostaria de ter um espaço Benfica para desenvolver o futebol feminino? Sim gostaria. Na vida todos gostamos de muitas coisas. Mas há coisas que não são possíveis. Ou pelo menos não são possíveis de um dia para o outro. O Seixal está sobrecarregado com equipas. Os campos não aguentam objectivamente mais cargas sob pena dos seus relvados se tornarem impraticáveis. Qual é a parte que os pseudo candidatos ainda não perceberam? Tal significa que o Benfica desistiu de ter um espaço próprio para o futebol feminino? Não de forma alguma. Hoje o Benfica é o clube que aposta e desenvolve mais o desporto feminino. Perguntem à Telma Monteiro, à Vanessa Fernandes, à Bárbara Timo, à Marlene ou à Darlene. É verdade que o futebol feminino não está no Seixal mas o Seixal está dentro do futebol feminino. O Seixal é muito mais que campos de futebol e paredes. Seixal é recursos humanos, valências, partilha, experiências e intercâmbio desportivo e técnico. Seixal é excelência. O futebol feminino tem profissionais que se formaram no Seixal. Bebe as suas experiências e partilha os seus conhecimentos. São os exemplos do Departamento de Análise e Observação, do HPD, do Scouting e do LAB. Treinamos frequentemente contra equipas masculinas da formação no Seixal para que a nossa equipa cresça em termos competitivos. O Seixal também é feminino. Não falem daquilo que não sabem", pode ler-se na publicação de Fernando Tavares.

Ora, Rui Gomes da Silva respondeu desta forma no Twitter: "Suscitei duas vezes a criação do futebol feminino no Benfica em reunião de direção. Luís Filipe Vieira recusou. Comigo as atletas não viriam todas da mesma agência... Quando um pseudo vice presidente nos dedica tantas palavras, é bom sinal. Pois a nossa resposta é simples: Dura Lex, Sed Lex".

Fernando Tavares acabaria por "esclarecer"o candidato no que ao agenciamento das jogadores do Benfica diz respeito": "No seu Twitter RGS refere que com ele as jogadoras do Benfica não viriam todas da mesma agência. Pois não é hoje o caso do Benfica. É verdade que no início do projeto o Benfica trabalhou principalmente com uma agência por ser a única a operar em Portugal na altura e com capacidade para nos ajudar a montar uma equipa de raiz e em pouco tempo. Aparentemente com bons resultados porque no primeiro ano ganhámos tudo. Com o crescimento da modalidade surgiram mais agentes e naturalmente o Benfica passou a trabalhar com todos aqueles que nos apresentam propostas. Para o Benfica não importa o agente mas sim o valor da atleta. Hoje o Benfica tem na sua maioria as jogadoras distribuídas equitativamente por quatro agentes. Há mais dois agentes que têm uma jogadora cada e há duas jogadoras sem agente. De um plantel de 22 jogadoras 18 distribuem-se mais ou menos de forma igual pelos quatro agentes. O agente que tem mais jogadoras tem 5 jogadoras. Dessas 18 jogadoras 4 jogadoras não tinham agente quando foram contratadas. Espero ter esclarecido. Quanto às demais insinuações é muito bom estar de consciência tranquila".

Por Record
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