Flamengo de Jesus equacionou pré-época no Benfica Campus e na Cidade do Futebol

Paulo Pelaipe, antigo dirigente do Flamengo, viu centros de treinos in loco

Paulo Pelaipe, antigo dirigente do Flamengo
Paulo Pelaipe, antigo dirigente do Flamengo
Paulo Pelaipe, antigo dirigente do Flamengo

Paulo Pelaipe trabalhou no Flamengo até 7 de janeiro e acompanhou as conquistas de Jorge Jesus no emblema brasileiro. O antigo dirigente, de 69 anos, explicou que estava a delinear uma possível pré-época em Portugal na altura em que foi demitido, por e-mail.

"Regressei ao Brasil após as férias, depois de ter ido a Portugal. Estive à conversa com o míster Jorge Jesus sobre a pré-temporada. Num primeiro momento, pensou-se que o Flamengo pudesse fazer 10 a 12 dias no Algarve. Tendo em conta o facto de a Confederação Brasileira de Futebol ter marcado a Supertaça para 16 de fevereiro acabaria por ficar muito em cima dessa data. Assim sendo, passaríamos a fazer a pré-temporada no Brasil, no Ninho do Urubu", começou por explicar à conversa num direto no Youtube com o jornalista Venê Casagrande, concretizando a ideia.

"Depois de passar a quadra natalícia com a minha família, fui para Portugal a 1 de janeiro e conversei com o míster. Peguei num carro e fui ver o Algarve porque poderia ser lá a pré-temporada. Fui também conhecer o centro de estágio da seleção portuguesa e o centro de treinos do Benfica. Sabendo que a Supertaça iria ser naquela data, a possibilidade foi abortada. Os jogadores ficaram com data de regresso marcada para se apresentarem a 26 de janeiro", lembrou Pelaipe.

Chegada de Jorge Jesus

"O Jorge Baidek, o primeiro brasileiro a ser treinado pelo Jesus em Portugal, falava-me sempre muito do Jorge Jesus. Eu passei quatro meses em Portugal, em 2015. Em Lisboa, via os jogos e acompanhava as equipas. Houve uma coisa que me chamou muito à atenção. Houve um FC Porto-Benfica [em 2013] e o Benfica estava encaminhado para ganhar o título. No último minuto, um jogador brasileiro em vez executar o lançamento para a frente fê-lo para trás. A bola perdeu-se e um miúdo brasileiro [Kelvin] decide o jogo para o FC Porto. O Jesus caiu e ficou prostrado, um tempo considerável. Vi ali alguém comprometido, que sentiu. O treinador perde o jogo mas vai para o balneário. Depois, levantou-se e saiu cabisbaixo. O Baidek elogiava-o muito. Um dia, estava a ir para o Ninho do Urubu, recebi uma chamada do Baidek que me perguntava como estavam as coisas. Dizia que se o Flamengo pensasse mudar de treinador, o Jesus tinha deixado o mundo árabe e estava em Portugal. 'Se um dia levarem o Jesus para o Brasil vão apaixonar-se porque é alguém que trabalha da manhã à noite', disse. O Marcos Braz, vice-presidente de futebol do Flamengo, ouviu o que ele disse naquele dia. No dia em que o Flamengo perde com o At. Mineiro, eu vejo o Jorge Jesus a conversar com dirigentes da NRV e do Banco BMG. Tirei uma foto e mandei para o Marcos. O At. Mineiro estava a contratar o Jorge Jesus. Passado dois dias, a situação no Flamengo estava desconfortável. O Marcos estava na Alemanha e passados quatro dias percebeu quem tinha levado o Jorge Jesus para Belo Horizonte, que tinha sido o filho do Giuliano Bertolucci, o Lucca Bertolucci. O Marcos foi da Alemanha até Portugal, conversou com o presidente e convenceu-o. Fez a negociação com os representantes do Jorge Jesus. Fico feliz porque o Marcos Braz ouviu-me. O mérito todo da contratação é do Marcos e do presidente Landim."

Por Flávio Miguel Silva
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