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Germano faleceu

BI-CAMPEÃO EUROPEU E UM DOS MELHORES CENTRAIS DE SEMPRE

Raramente foi notícia depois de abandonar o futebol, mas ontem não tinha como evitá-lo: morreu Germano de Figueiredo, um dos melhores defesas-centrais do futebol de sempre do futebol português. Era um homem tímido, introvertido, avesso aos holofotes da ribalta, que cultivou sempre um ostensivo distanciamento em relação aos media.

A sua primeira paixão no futebol foi o Atlético, onde se inscreveu nos infantis, como guarda-redes, subindo os vários escalões, já como defesa, sob orientação do seu ídolo, Carlos Baptista. Em 1951/52 foi chamado à equipa principal por Janos Biri, para se estrear frente ao Benfica.

Em 1956/57 foi obrigado a parar de jogar devido a uma tuberculose, o que obrigou ao seu internamento no sanatório do Caramulo. Esta doença inviabilizou a sua transferência para o Sporting, pela qual este clube pagaria ao Atlético 400 contos e ao jogador 100 contos de luvas.

Regressou em grande estilo à competição e em 1959 sagrou-se campeão nacional da II Divisão pelo Atlético, o que suscitou o interesse do Benfica. Chegou à Luz aos 27 anos, ainda a tempo de conhecer as suas maiores glórias. Impôs-se rapidamente numa equipa que era uma das maiores potências do futebol europeu e mundial. Foi campeão nacional logo no primeiro ano e bicampeão europeu em 1961 e 1962.

Três anos depois estaria, também, na final perdida com o Inter de Milão, marcada por momento inesquecível: pôs as luvas e jogou no lugar do lesionado Costa Pereira. Não sofreu nenhum golo e entrou para a galeria dos notáveis. No ano seguinte, capitaneou a selecção no jogo com a Bulgária, do Mundial de 66 e saiu pela porta pequena, dispensado por Fernando Riera, quando regressou da gloriosa epopeia dos Magriços.
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