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Gil Vicente-Benfica, 1-1: Olha que rica prenda o Simão foi arranjar

EM DIA DE ANIVERSÁRIO, SALVOU O BENFICA DA DERROTA NO ÚLTIMO MINUTO

Antes de o jogo começar, o empate era um mau resultado para o Benfica. No final, a conquista de um ponto foi como se tivesse saído a sorte grande aos homens de Trapattoni. Não tanto pelo (pouco) que jogaram, mas sobretudo pelo momento em que conseguiram (e nessa altura apenas eram 10) marcar o golo da igualdade. Depois dele, Duarte Gomes deixou jogar só mais uma dúzia de segundos e apitou para o final.

O Benfica conseguiu, assim, manter-se invicto fora de portas (3V e 1E), mas já não tem tanta certeza se vai continuar como líder, uma vez que se o Vitória de Setúbal ganhar hoje, fica com os mesmos pontos, mas beneficia de melhor diferença de golos. Contas a ajustar também na próxima semana, quando os dois primeiros se defrontarem. Está engraçada, esta SuperLiga.

Cadeirinha

Nas dúvidas defensivas para Barcelos, Trapattoni optou por Amoreirinha e o resultado não foi brilhante, uma vez que foi por aquele corredor que nasceu o golo do Gil Vicente.

O pior, no entanto, foi o facto de o Benfica ter jogado muito tempo de cadeirinha. Paulo Almeida e Zahovic juntos no mesmo onze não dão muita saúde à águia e sobretudo dão-lhe pouca acção. Sem velocidade nem dinâmica, o Benfica deixou-se envolver por um Gil partido em dois grandes blocos, mas com suficiente mobilidade para chegar à baliza de Moreira. E quantas vezes a equipa de Ulisses aproveitou a indolência e macieza benfiquista (quatro faltas em 45 minutos) para ter espaço nas imediações da zona fatal... Foram 20 minutos assim que encerraram com um grande remate de Luís Coentrão e superior defesa de Moreira.

Desperdício

Foi altura de o Benfica despertar, mas os números não auguravam nada de bom: quatro flagrantes oportunidades não chegaram para fazer um golo. Em três delas (João Pereira, duas vezes, e Simão, uma), Paulo Jorge efectuou defesas fantásticas. Na outra ocasião, foi mesmo João Pereira que não acertou na baliza, embora a bola passasse muito perto.

Durante um bom quarto de hora o Benfica criou a ilusão que o golo estava ali à esquina. Foi uma boa fase, com Manuel Fernandes a dar andamento a um meio-campo sempre muito parado tanto a defender como atacar (Paulo Almeida arrefece o jogo, tem pouca chama e sobretudo fraco pulmão).

João Pereira e Simão responderam a esse impulso e quando meteram velocidade nas suas acções criaram desequilíbrios capazes para abrir brechas na defesa gilista.

A esse desperdício, porém, correspondeu o golo do... Gil. As esquinas do jogo tinham, afinal, reservado uma surpresa. Amoreirinha perdeu o um-contra-um com Ribeiro e Fyssas esqueceu-se de Nandinho. Era cruel mas... era o 1-0.

Lá vai Karadas

Trapattoni lançou Karadas na 2ª parte. Uma cabeçada do norueguês e... bola no poste. O jogo do Benfica passava a ter Karadas como referência. E a bola foi pingando na área do Gil, enquanto Nuno Gomes e Fyssas teatralizavam “penalties” como se fossem actores de terceira categoria. O grego até foi corrido (e bem) de cena.

O Benfica atacou muito e o Gil defendeu-se ainda mais. Ulisses Morais (que na sua estreia na SuperLiga ia ganhando ao líder) lançou um terceiro central (Marcos António) que passou o tempo a agarrar Karadas. A opção teve o seu castigo. No último minuto, Karadas foi derrubado pela enésima vez e Simão marcou o golo. Era a prenda que estava reservada no dia do seu 25º aniversário. Sorte grande para o Benfica.
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