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Gil Vicente-Benfica, 1-3: Vitória do fato-macaco

VISITANTES TIVERAM DE PUXAR DOS GALÕES DE CAMPEÃO AO TRIUNFO

Foi uma noite de muitas novidades para o Benfica: sofreu pela primeira vez um golo no primeiro quatro de hora, beneficiou, também pela primeira vez, de um autogolo, e teve acima de tudo, que se empregar a fundo para virar um resultado que lhe era adverso logo aos 10’. O Gil Vivente bateu-se com garra e determinação, obrigando o campeão a puxar dos galões mas também a vestir o fato-macaco do trabalho mais aturado para chegar ao triunfo.

Num relance sobre o jogo, deve dizer-se que o Benfica fez por merecer os 3 pontos. Pela sua grande disciplina táctica, pela entreajuda de todos os sectores, pela forma simples como soube controlar o jogo e o adversário assim que se encontrou em vantagem.

Versátil

A primeira equipa a assumir o ataque foi exactamente o Benfica. De forma controlada, com Geovanni à direita, Manduca nas costas de Nuno Gomes e Simão no seu lado esquerdo. O Gil Vicente respondia com Gregory a reforçar a zona em frente aos seus centrais, deixando a Carlitos e Carlos Carneiro, quase que em exclusivo, as funções de apoquentar a defesa visitante.

Não restou muito tempo para ver que tudo teria de ser pensado de forma diferente. No primeiro ataque do Gil Vicente, pela esquerda, Simão carrega Carlitos dentro da área e Nandinho fez golo na marcação da grande penalidade.

A resposta do Benfica confirmou o desenho inicial. A versatilidade dos seus homens mais avançados ia causando dificuldades aos da casa. Geovanni e Manduca trocavam muitas vezes de posição e Alcides surgia pela direita com muito perigo. Mas foi pelo lado contrário, na primeira acção ofensiva de Nélson, que o Benfica chegou ao empate, também de grande penalidade. O lance deixou dúvidas porque o centro de Nélson é desviado, num corte atabalhoado, por Marcos António para o próprio braço. O árbitro entendeu que a acção se sobrepôs à intenção do defesa e Simão transformou em golo a penalidade.

Arte em movimento

O Benfica cresceu de produção, apesar de no meio campo as coisas não correrem muito bem a Manuel Fernandes, muito esforçado mas a revelar claramente os efeitos negativos do longo afastamento.

O segundo golo do Benfica nasceu da mais bela, simples e espectacular jogada de todo o jogo. Manduca combinou com Petit, este isolou Nuno Gomes na direita que surpreendeu a defesa da casa e centrou atrasado para o remate de primeira de Geovanni, em corrida.

Infelizes

Na segunda parte, apesar do Benfica ter optado por um ritmo mais pausado, o Gil Vicente não se entregou e buscou sempre o golo do empate. Ulisses Morais trocara Gouveia por Rodolfo Lima ao intervalo e já não era apenas Carlitos a dar trabalho pelos flancos. Foi tempo para a defesa do Benfica mostrar o seu valor, jogando feio quando era preciso, mas sempre de forma eficaz.

O jogo ficou decidido num lance em que Marcos António e Jorge Baptista foram infelizes. O defesa atrasou para o guarda-redes e este parece ter-se assustado com a proximidade de Nuno Gomes e não foi capaz de pontapear a bola.

Apesar de tudo, o Gil Vicente continuou a apostar no ataque e Carlos Carneiro teve ainda oportunidade de rematar de cabeça à base do poste direito da baliza de Moretto. Um prémio que teria ficado bem à equipa de Barcelos na noite em que obrigou o campeão a dar o máximo.

Árbitro

Paulo Baptista (3). Não teve problemas em assinalar as grandes penalidades, mas no lance de Marcos António ficaram algumas dúvidas na intencionalidade.
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