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Giovanni Trapattoni: «Agora é importante não perder a confiança»

TÉCNICO CONSIDERA QUE OS ENCARNADOS NÃO MERECIAM PERDER O JOGO

Giovanni Trapattoni: «Agora é importante não perder a confiança»
Giovanni Trapattoni: «Agora é importante não perder a confiança» • Foto: José Moreira
Se o desaire em Vila do Conde pode ser visto por muitos benfiquistas como um “arrefecimento” das aspirações ao título, Giovanni Trapattoni não perde a compostura e mantém-se firme nos seus intentos, ou seja, acredita fielmente que a equipa vai lutar com todas as armas até ao fim, não obstante este contratempo em Vila do Conde.

“Avisei que este jogo seria difícil”, começou por dizer o técnico na habitual introdução que faz na sala de imprensa depois de cada desafio. “Na primeira parte não jogámos como habitualmente, estávamos um pouco nervosos. Perdemos aquela oportunidade do Simão, mas o futebol é mesmo assim... Não sei estávamos com um pouco de medo, mas não tenho dúvidas que nesse período jogámos mais que o Rio Ave”, constatou o italiano.

E agora? Será que o clima de euforia vai esmorecer? “A vantagem ainda é boa, temos mais seis jogos pela frente e também vamos esperar para ver o que acontece às outras equipas. Podemos perder assim, mas na minha opinião hoje (ontem) não o merecíamos.”

Moral

O discurso de Giovanni Trapattoni coaduna-se com a situação, mas resta saber se conseguirá fazer com que os jogadores o interiorizem. “Amanhã (hoje) vamos analisar o jogo ao pormenor. Mas não acredito que eles desmoralizem. O importante agora é não perdermos a confiança. Jogámos num relvado tradicionalmente difícil, criámos algumas oportunidades mas não as concretizámos. Acabámos por sofrer um golo em contra-ataque, mas penso que, com um pouco mais de experiência, a equipa teria conseguido segurar o 0-0”, explicou, acrescentando: “Os adeptos vivem este clima de euforia e nós procuramos em todos os desafios ir de encontro às suas expectativas. É por eles que procuramos ganhar”.

E, segundo o treinador, não foi por o Benfica ter minimizado o adversário que isso não aconteceu nesta deslocação a Vila do Conde. “O Carlos Brito disse que a sua equipa merecia respeito e eu dei-lhe razão. Ainda ontem [anteontem] o disse”, rematou Trapattoni.

Irrequieto e nervoso

Trapattoni disse que a sua equipa esteve nervosa na primeira parte, mas o treinador também não conseguiu esconder a sua preocupação... ao longo de todo o jogo. No banco andava numa roda-viva a gritar ordens para dentro do campo, a corrigir posições, desabafando com Álvaro Magalhães de cada vez que algo não corria bem.

A sua concentração era tal, que nem se perturbou quando um objecto foi arremessado da bancada para o local onde se encontrava. O técnico limitou-se a “desviá-lo” para os pés dos adjuntos, dirigindo logo toda a sua atenção para o relvado.
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