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Giovanni Trapattoni: «Começar de novo»

TÉCNICO ITALIANO NÃO ESPERAVA DERROTA APÓS GOLEADA AO BOAVISTA

“É a primeira vez que acontece chegarmos a um jogo com ilusão, fortes, com mentalidade e... temos que recomeçar tudo de novo”, afirmou um desalentado Trapattoni após a derrota de ontem com o Beira-Mar.

Depois da goleada ao Boavista, os encarnados esperavam tudo menos um concludente desaire em pleno Estádio da Luz. Trapattoni, todavia, lembrou que tinha avisado os jogadores para eventuais excessos de confiança. “Este era um jogo diferente; já tinha dito que não devíamos pensar que estava ganho. Sofremos um autogolo [foi assim que o italiano descreveu o primeiro tento de Tanque Silva, n.d.r.], na segunda parte tivemos três ou quatro remates, podíamos empatar mas não tivemos condições”, analisou.

Apesar da impotência demonstrada perante os aveirenses, o técnico transalpino acredita numa reacção das águias que, já na quarta-feira, recebem o Sporting em jogo a contar para os oitavos-de--final da Taça. “Não podemos apontar nada à atitude da equipa. Depois de amanhã seguramente será diferente, porque em campo estarão duas equipas a jogar para ganhar”, adiantou, dando a entender que o Benfica saiu derrotado devido à táctica de contra-ataque montada por Luís Campos.

Ainda assim, Trapattoni deu os “parabéns” ao conjunto de Aveiro – “marcaram dois golos e mereceram vencer” – e voltou a apresentar a tese de que a decisão da SuperLiga ainda está para vir: Vamos recomeçar o nosso caminho, onde tínhamos ficado. A SuperLiga é muito longa e difícil para todos.”

Contestação normal

Contrariando a ideia de que a exibição de ontem terá sido a pior da temporada, Trapattoni comentou de seguida a forte contestação feita pelos adeptos. “É normal. Gostava que tivessem paciência, mas sei que não têm... É assim em todas as equipas grandes. A 15 minutos do fim ainda esperavam o empate; depois o jogo acabou e tiveram aquela reacção...”, explicou Trapattoni, que por pouco não foi atingido com uma garrafa, quando no final se dirigiu ao balneário.

O treinador transalpino ainda admitiu que Miguel jogou condicionado – “sofreu um toque logo aos 20 minutos”– e voltou a demonstrar confiança para o derby. “Todos os jogos são diferentes. Com o Boavista também houve reacção psicológica...”
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