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Giovanni Trapattoni: «Sofrer um golo assim mostra ingenuidade»

ITALIANO AGASTADO COM A FORMA COMO A EQUIPA SOFREU O GOLO DO EMPATE

Giovanni Trapattoni: «Sofrer um golo assim mostra ingenuidade»
Giovanni Trapattoni: «Sofrer um golo assim mostra ingenuidade» • Foto: Miguel Barreira
"Perdemos uma boa oportunidade para passar para o primeiro lugar", lamentou ontem o treinador do Benfica, Giovanni Trapattoni, depois do empate cedido pelos encarnados na recepção ao Rio Ave. O italiano atribuiu a perda dos dois pontos à "ingenuidade" demonstrada pela equipa no lance do terceiro golo dos vila-condenses.

"O segundo foi um grande golo, resultou de uma grande jogada. Mas, no terceiro, não se pode permitir um contra-ataque de um lance de bola parada. Assim não, é ingenuidade. São estas situações que vão fazer crescer a equipa em maturidade", advertiu Trap.

O responsável técnico pela formação da Luz prometeu analisar, hoje, este lance com os pupilos. Porque, em relação ao resto, nada a apontar. "Jogámos com atitude, mentalidade e convicção de que tínhamos de ganhar." Mas admitiu algum cansaço e, sobretudo, falta de atenção e de "lucidez". Tudo questões para analisar hoje.

Elogio ao Rio Ave

Relativamente ao desafio, Trapattoni elogiou a atitude dos comandados de Carlos Brito. "Foi um jogo emotivo. Na primeira parte, merecemos estar a ganhar. Mas o Rio Ave justificou o empate. Mostrou atitude, velocidade e, a perder por 3-1, quis empatar."

Depois, vieram os reparos às desatenções evidenciadas, principalmente no terceiro golo sofrido, questão insistentemente focada, e a explicação para a entrada de Bruno Aguiar. "Era no miolo que estávamos a sofrer. Reforçar o meio-campo era o melhor que se podia fazer." A questão era saber qual dos pontas-de-lança tirar. "Karadas pareceu mais cansado do que Sokota."

«Miguel disse-me quatro vezes que estava 'ok'»

Miguel esteve em dúvida até ao último momento, mas acabou por regressar à titularidade no Benfica, depois de quase um mês de ausência, por lesão muscular. No entanto, foram notórias as dificuldades físicas do lateral-direito.

O internacional A português fez um teste antes da partida e foi incluído no onze, em detrimento de João Pereira. Os dois jogadores subiram ao relvado para o aquecimento e o camisola 23 acabou por ser o escolhido, tendo actuado os 90 minutos.

Trapattoni explicou a opção: "No final do aquecimento, ele disse que estava bem. Depois, perguntei três/quatro vezes ao Miguel como se sentia e ele respondeu-me sempre que estava 'ok'." A verdade é que o lateral direito acabou em grandes dificuldades, sem capacidade para "sprintar".
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