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Golos esquisitos para animar um Benfica em convalescença

DUAH MARCOU POR DUAS VEZES PARA A U. LEIRIA, CONSEGUINDO COLOCAR EM SOBRESSALTO OS ENCARNADOS

Golos esquisitos para animar um Benfica em convalescença
Golos esquisitos para animar um Benfica em convalescença

POUCO futebol mas muitos golos. Espectáculo pobre, escassez de público nas bancadas e três tentos "esquisitos" a dar a vitória ao Benfica, contra dois de Duah e da União de Leiria. Com estes ingredientes se escreve e descreve a partida de segunda-feira, que serviu para confirmar, acima de tudo, que os encarnados ainda estão em convalescença.

A doença pode ser psicológica, aceitamos, mas reflecte-se em toda a linha do futebol benfiquista, muito desgarrado, sem alegria e com os jogadores quase sempre parados. Vigo, convenhamos, deixou sequelas. Sequelas profundas. Injectar sangue novo, como fez Heynckes ao dar a titularidade a Porfírio, nada resolveu. O esquerdino, aliás, esteve muito apagado e com a entrada de Poborsky, ao intervalo, todo o colectivo ficou a ganhar.

A ganhar ficou o Benfica bem cedo. Nuno Gomes insistiu na perseguição a uma bola que parecia controlada por Paulo Duarte e não desperdiçou a oferta. Em tempo de Natal é assim. O golo não empertigou nem adormeceu, pareceu mais um anestésico que teve efeito até ao 1-1, obra de Duah. A partir daí era obrigatório o Benfica reagir.

Dois golos também "esquisitos" deram depois a tranquilidade necessária para os lisboetas encararem o jogo de outro modo. Kandaurov, de livre (a bola bateu na barreira e depois na barra...), e Maniche, de tabela (o esférico ressaltou no marcador após uma série de "carambolas" que só visto...), pareciam, de facto, ter colocado os encarnados no bom caminho. Mas não. A U. Leiria voltou a reduzir, de novo por Duah, e acabou a partida ao ataque.

ATÍPICO

A turma de Leiria apresentou-se com três centrais (Renato, livre, Nuno Valente e Paulo Duarte), estreou Rochinha à esquerda e povoou o "miolo" com Luís Vouzela (marcação a João Pinto), Leão e João Manuel, deixando na frente Duah e Marcelino. Quando os laterais Bilro e Rochinha conseguiam subir no terreno o Benfica tinha mesmo de recuar e proteger-se. Foi assim depois dos 20 m, sensivelmente, e foi assim em alguns períodos da segunda parte, nomeadamente depois das entradas de Mark, Zezinho e Dinda, que atirou à barra na primeira vez em que tocou na bola.

Faltou audácia aos leirienses. Manuel José nunca abdicou dos três elementos no eixo da defesa mas mesmo assim deve estar ainda a lamentar como é possível sofrer aqueles três golos. Seja como for, e exceptuando Duah (belos tentos), já vimos os jogadores da turma do Lis fazer muito melhor.

No Benfica, repita-se, a única novidade foi Porfírio, que formou a "asa" esquerda com Bruno Basto. Um Porfírio demasiado calmo para as necessidades de segunda-feira do Benfica. Com Poborsky em campo (Maniche passou para o lado esquerdo) tudo melhorou e o checo desperdiçou até uma ocasião soberana. Chano rendeu depois Calado e procurou segurar o jogo a meio-campo, mas as pedras à sua volta pouco ou nada se moviam. E quando assim é...

OS PONTOS

Os benfiquistas mereceram contudo ganhar. Mais três pontos e a manutenção de um lugar na tabela que permite tudo. Até sonhar. Os próximos jogos e os próximos tempos serão decisivos. Ou a equipa deita para trás das costas o peso da goleada com o Celta ou, então, arrisca-se a ficar em qualquer apeadeiro antes de tempo. Porque, assinale-se, caso a doença não tenha aquela origem, então este Benfica está "ferido de morte".

Os leirienses também não estão bem. A posição na tabela (penúltimo lugar) é ingrata e Manuel José sabe bem o que o espera. Pontos precisam-se, e depressa.

Paulo Paraty não passou por problemas e não os inventou, mas podia ter evitado um ou outro apitozito.

HÉLIO NASCIMENTO

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