Gomes da Silva: «O Benfica não é e não pode ser um projeto imobiliário»

Antigo 'vice' dos encarnados acusa direção de Vieira de ter "obsessão com o betão"

• Foto: Pedro Simões

Rui Gomes da Silva abordou, a habitual crónica que escreve no blogue 'Novo Geração Benfica', a construção do Centro de Alto Rendimento "para duas modalidades", em Oeiras, antevendo a criação de um "elefante branco".

"O projeto de gastar muito sem ser numa grande equipa para ganhar a Liga dos Campeões, até entrar o tal grupo de investidores (vocês imaginam arranjado por quem) tem um outro sorvedouro: o betão! O betão num crescimento sem fim do Seixal. Que - não sendo o 'centro histórico' nem um local de referência do Benfica, a não ser para quem quer apagar uma História para a qual em nada contribuiu (antes pelo contrário) - tem, como é óbvio, um limite para o seu crescimento. Um limite que soa como uma crítica insuportável a quem tem essa prioridade!", escreve o antigo vice-presidente do clube da Luz.

"Tão insuportável como as dúvidas sobre um outro investimento em betão, num Centro de Alto Rendimento (para apenas 2 modalidades, dizem...), em Oeiras, onde se gastarão milhões e milhões de euros para construir um 'elefante branco', com uma manutenção e gastos com pessoal a assumirem um custo incomportável para tão limitado retorno. Uma megalomania que - dizem - irá ao ponto de colocar em causa o relvado ao lado do Media Markt, para ali poderem nascer 2 torres! O Benfica não é, não pode ser um projeto imobiliário!", garante.

A entrevista

Gomes da Silva analisou também a entrevista que Luís Filipe vieira deu à TVI e concluiu que foi "mais do mesmo". "Confesso que dei à entrevista do Presidente do Benfica, à TVI a importância que ela mereceu! Panfletária, sem qualquer novidade que tivesse valido um título com essa dignidade, nas primeiras páginas dos jornais - mesmo os desportivos - do dia seguinte!"

E prossegue: "É certo que disse barbaridades tão grandes como 'há negócios que encaro puramente para ganhar dinheiro', sobre a compra de Cádiz, como se o Benfica fosse uma entidade promotora de investimentos imobiliários e os jogadores meros lotes de terreno para especulação! Ou 'o scouting do Benfica exigiu a contratação de RDT', como se o scouting - ainda por cima depois de ter saído de lá quem saiu - exigisse o que quer que fosse. Ou 'Porto e Sporting estiveram interessados em Vinicius', o que até poderia ter acontecido, não pelos 17 milhões que ele mandou pagar (mais comissões a 2 empresários (quem serão?) - ao que me dizem) mas, talvez, pelos 2 milhões em que o jogador estaria avaliado (e, mesmo assim, seria muito caro)!"

"Isso são pérolas de uma entrevista que foi a prova evidente de um projeto pessoal divergente do interesse do Benfica! Eu não sei se Rui Santos tem razão de que eu só serei Presidente do Benfica se Vieira algum dia for preso. Não o quero, não o desejo e espero que nunca aconteça! Não, porque tenho um projeto diferente para o Benfica. Um projeto desportivo e não comercial (a aquisição de Cádiz é uma confissão escandalosa dessa perspectiva). Um projeto para ganhar títulos e não cheques pela venda de jogadores. Um projeto para dar alegrias aos sócios - nomeadamente com a conquista da 3.ª Taça de Campeão Europeu/Liga dos Campeões - e não comissões a quem intermedie as vendas!", conclui.

O Benfica "dele"

O ex-dirigente dos encarnados escreve também sobre as mudanças no símblo do Benfica, e fala em "símbolo rasgado pelo marketing". "Na entrevista à TVI, ficámos também a saber que o símbolo do Benfica tem os dias contados. Um passo mais na transformação do nosso Benfica no Benfica dele. Rasgando - dessa forma e, convenhamos, depois de sucessivas tentativas - mais algumas ligações com um passado, glorioso, de onde emana e onde se alimenta a grandeza do Benfica!"

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