Gomes da Silva: «Os sócios têm de perceber que a única proposta alternativa sou eu»

Candidato à presidência do Benfica alerta para o que pode acontecer no clube se não ganhar as eleições

• Foto: Lusa

O advogado Rui Gomes da Silva considera que o Benfica venderá em janeiro alguns dos principais ativos da equipa de futebol e que a breve trecho o clube perderá a maioria na SAD, caso não vença as eleições.

Rui Gomes da Silva alerta para o caminho que diz que os seus oponentes estão preparados para seguir, desde logo com a perda na maioria da SAD, a venda de jogadores, a alteração dos estatutos para permitir vencimentos nos órgãos sociais e a perda de jogos da BTV.

"Os próximos passos no Benfica, se eu não ganhar, serão: primeiro, alteração estatutos, para que elementos dos órgãos sociais passem a ganhar dinheiro, vencimentos, contra aquilo que são os estatutos. Em segundo lugar os jogos deixam de dar na BTV, em terceiro lugar vendas dos principais ativos em janeiro, em quarto lugar, lá para junho, julho, um projeto que seja o Benfica a perder a maioria do capital social para entrar o tal investidor fantástico que aí vem", disse.

O antigo deputado do PSD, candidata-se aos 62 anos pela primeira vez à presidência do Benfica, no qual foi vice-presidente entre 2009 e 2016, mas do qual acabou por sair após o seu segundo mandato, tornando-se crítico da atual gestão.

Com quatro listas candidatas pela primeira vez às eleições do clube - apenas seis em 85 eleições tiveram três candidatos -, vão a votos o presidente em exercício, Luís Filipe Vieira, o gestor João Noronha Lopes, Rui Gomes da Silva, e Luís Miguel David, candidato que substituiu o empresário Bruno Costa Carvalho na lista D.

Rui Gomes da Silva revelou que chegou a ter uma reunião com Noronha Lopes, que 'agregou' o movimento liderado por Francisco Benítez, mas disse ser impossível consensos com o opositor, sobre o qual diz ser igual a Vieira e que lhe pediu para 'abdicar' da sua candidatura.

"Os sócios do Benfica têm de perceber que aquilo que está do outro lado é rigorosamente o mesmo de Luís Filipe Vieira, é a mesma coisa ou uma e a mesma coisa, e que a única proposta alternativa no Benfica sou eu", avançou o advogado, explicando a recusa em ter no clube qualquer parceria estratégica, nomeadamente com a Gestifute ou com a Olivedesportos, condições que diz ter colocado na conversa com Noronha Lopes.

Na corrida às eleições, o antigo deputado reconhece que a existência de quatro listas pode fragmentar votos, mas evoca o percurso que tem no clube, de que é sócio desde nascença e do qual foi atleta, e a intervenção pública que tem desde há largos anos.

"Disse-o em 1991, o que queria para o Benfica, disse-o em 1997, quando fui candidato com Luís Tadeu a vice-presidente para o futebol, escrevi-o outra vez em 2000, num artigo em relação às eleições entre Vale e Azevedo e Manuel Vilarinho, e disse-o sempre enquanto fui vice-presidente do Benfica", justificou, explicando que não chegou agora para 'dividir'.

Com longa ligação ao clube, Gomes da Silva defende ainda nas medidas propostas uma revisão de estatutos, por entender que não faz sentido 'obrigar' a 25 anos de sócio efetivo [a partir dos 18 anos] - o que significa aos 43 anos -, para um sócio se poder candidatar à presidência, e quando a própria Presidência da República permite aos 35 anos.

Para o candidato da lista D, outros aspetos a mudar na vida institucional do Benfica são uma limitação ao número de mandatos, para dois, a existência de uma segunda volta eleitoral -- para as duas listas mais votadas em eleições - e uma redefinição do voto ponderado, propondo um voto por cada ano de sócio.

Quanto à limitação de mandatos e quando Luís Filipe Vieira já é o presidente com mais anos de Benfica, 17 anos, Gomes da Silva quer acabar com a ideia de presidentes que se 'perpetuam' no cargo.

"O máximo de dois mandatos [oito anos], para que acabe a possibilidade dos presidentes rei, dos presidentes eternos, dos presidentes que se mantêm e não têm outra ideia que não seja a de se manterem à frente do Benfica, por razões que agora aqui não importará sublinhar, mas que é o único objetivo", disse.

Em relação aos vários casos que têm 'atingido' o Benfica [caso dos emails de Rui Pinto, e-toupeira ou vouchers], Rui Gomes da Silva garante que tudo fará para que nenhum processo resulte em condenação para o clube da Luz ou que não defenda quem lá esteve.

"Já o disse e volto a dizer, farei tudo para, como presidente do Benfica, nenhum desses processos resultem em condenação para o Benfica e farei tudo na exata medida em que essas absolvições das pessoas envolvidas resultarem em benefício para o Benfica, farei tudo para que essas pessoas sejam absolvidas", argumentou.

A finalizar, Rui Gomes da Silva deixou a promessa, caso não ganhe no sufrágio de quarta-feira, de se manter atento ao clube e com a possibilidade de se voltar a candidatar.

"Se por acaso perder, ficarei. Não sei se é 2024, se 2021, espero ganhar. A minha vida no Benfica não é feita de um momento ou de uma decisão só, é uma ligação permanente. Eu fui feito sócio do Benfica no momento em que nasci, fui atleta do Benfica, fui candidato várias vezes ao Benfica, ganhando umas e perdendo outras, estive a defender o Benfica em programas em duas estações de televisão e isso não me fez cair os parentes na lama", rematou.

As eleições no Benfica estão marcadas para quarta-feira, entre as 08:00 às 22:00 horas, no Pavilhão n.º 2 do Estádio da Luz, em Lisboa, e em 24 casas do clube.

Por Lusa

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