Gomes da Silva: «Vieira foge nas derrotas e despachou Lage porque tinha treinador contratado»

Candidato à presidência do Benfica em entrevista à Sport TV

• Foto: Pedro Ferreira

Rui Gomes da Silva, candidato à presidência do Benfica, concedeu este domingo uma entrevista à Sport TV na qual abordou vários temas do passado, presente e futuro do clube encarnado. De Jorge Jesus a Luís Filipe Vieira, passando pela ambição de colocar o Benfica na rota das glórias europeias e a aposta no ecletismo, confira as principais ideias de Rui Gomes da Silva:

Candidatura


"Fi-lo por razões de coerência, projeto e paixão. Coerência porque sempre defendi o Benfica. Defendi a formação, o ecletismo e depois a candidatura a campeão europeu. Isso é uma ideia de coerência; paixão de ter sido atleta, quando se vê o Benfica tomado por negócio e parcerias estratégicas. O Benfica tem de voltar a ser uma referência europeia. Os 5-0 em Basileia são graves e devemos ser candidatos ao título."

Meta do título europeu

"É possível desenvolver uma cultura de vitória sem abdicar do futebol europeu à primeira contrariedade. Dos sete anos que lá estive vi que não querem ser campeões europeus. Querem é vender jogadores. Nos últimos anos ninguém falou no projeto europeu e foi introduzido sem falsas modéstias. Foram mais longe e propuseram que iam ser campeões europeus com a formação e ele [Vieira] sabe que é impossível. Ele sabe isso, por isso delapidou a formação. Não temos lá ninguém. O presidente fala em função das circunstâncias e ninguém pode ter um projeto sério com 109 atletas. As equipas B e sub-23 são coincidentes e eu só ficaria com uma. A derrota com o PAOK, que tem 10% do valor do plantel do Benfica, não é admissível. Vieira foge nas derrotas e despachou Bruno Lage porque tinha um treinador contratado há um tempo. E eu ganho uma almofada grande ao evitar comissões de jogadores e algumas transferências. Há muitos jogadores que não vão ser jogadores do Benfica."

Relação com Vieira 

"A rotura com Vieira não é de um momento só. Bati-me sozinho na questão dos direitos de transmissão e as divergências foram acontecendo. Achei que Jorge Mendes ser parceiro estratégico do Benfica era a gota de água, pois comigo não há parceiros. Se o clube não queria vender João Félix, foi o parceiro a querer pela comissão. Por mim trabalho com todos e pagaremos a comissão que tivermos de pagar aos empresários nas contratações."

Rui Costa

"O Rui Costa é uma referência do Benfica e sei o que pode fazer. Agora o que quer fazer, num projeto desses, depende de uma conversa. As pessoas entram num projeto pelas ideias e convicções. Não vai ser fácil. Num ano em que podia ser penta, o Benfica ganhou 9 milhões de euros (M€). Agora gastou mais de 90 M€."

Continuidade de Jorge Jesus

"Jorge Jesus não seria o meu treinador, seria um técnico com visibilidade no estrangeiro. Sendo presidente do Benfica vou aceitar quem lá está, porque não há forma de despedir Jesus. Espero que ele perceba o projeto. Se ele em 2009 não fazia parte desse perfil, agora tem uma projeção com um peso específico. E quando falo em treinadores com visibilidade... Trapattoni era um grande treinador de futebol."

Relações com a Liga

"Tenho boas relações e há respeito institucional. Não os vou desautorizar, não serei deselegante, mas posso já afirmar que vamos ser fortes para motivar a centralização dos direitos televisivos. O Benfica, ou lidera o processo, ou será ultrapassado por decisão do governo que nos vai prejudicar. Só não faz isso porque está dependente do valor adiantado pela NOS. Antecipou as receitas e hoje tem 20 dos 40 milhões de euros antecipados. Ganhe quem ganhar, os próximos meses serão de anúncios difíceis. Até pode haver medidas drásticas. Quero angariar 10 M€ para apoio às modalidades e Casas do Benfica. Ou fecham ou mete-se dinheiro do futebol".

Visão para as modalidades

"Queremos desenvolvê-las, apostar no futebol feminino e ser candidato a campeão europeu. Também o investimento no ciclismo, encontrando um parceiro que não imponha custos ao Benfica. Ambicionamos títulos europeus de hóquei em patins e futsal. No voleibol, andebol e basquetebol temos de recuperar o atraso para os outros e melhorar na Europa. Temos de ter jogadores que façam regressar os adeptos aos pavilhões."

Por Record
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