Helton Leite conta como é o seu dia a dia: «Tenho um momento de meditação e leitura»

Guarda-redes do Benfica diz que dedica 20 ou 30 minutos à fé e à introspeção

• Foto: Benfica

Helton Leite contou no podcast 'Defende os Teus Sonhos' um pouco do seu dia a dia. O guarda-redes do Benfica revelou que reserva um bocadinho do seu tempo à leitura e meditação.

"A minha rotina passa por acordar cedo. Tenho a minha fé. Todos os dias tenho um momento de meditação e leitura, invisto uns 20 ou 30 minutos do meu dia nisso. Depois, tomo o pequeno-almoço, tomo-o sempre em casa. O clube fornece todas as condições mas eu tenho esta cultura. A partir do momento em que chego ao clube já posso trabalhar. Chegado ao treino, há a ativação, ginásio e depois no campo. Podem acontecer muitas coisas mas é sempre muito intenso, tanto fisicamente como ao nível mental. É bom, tenho vivido e da-me prazer a cada dia mais, da-me vontade de crescer", explica o brasileiro.

"Depois volto para casa para almoçar. À tarde tento descansar um pouco e sempre estando com a minha família, procurando poder evoluir, seja a conversar com pessoas seja a analisando vídeos meus, do próprio treino. Vivendo o dia a dia, tentando no próximo treino focar-me e estar a 100 por cento", acrescentou. "A análise e o trabalho feito no campo também é fundamental, tal como o descanso. Seja pela visualização ou o facto de levantar questões para evoluir. Procuro dormir o mais cedo possível. Na pandemia tem sido assim. Almoço, descanso e estou com a família, aproveitando todos os momentos. Tinha muitas dificuldades para dormir cedo. Procurei outros métodos e agora é possível, sabendo da importância do sono para a recuperação." 

Métodos de treino

O jogador falou também dos métodos de treino que encontrou em Portugal, em alguns casos bem diferentes aqueles que tinha no Brasil. "É óbvio que depende de treinador para treinador. Cada um segue caminhos diferentes, com o objetivo do sucesso e do rendimento em campo. Quando cheguei a Portugal, não só no treino de guarda-redes mas no trabalho da equipa no geral, era como se estivesse num mundo novo. No Brasil, o trabalho de guarda-redes é realmente ir com tudo, defender e defender, com muita velocidade e agilidade. Tem muita parte física e técnica que também varia de acordo com os treinadores", constatou.

"Cheguei a Portugal e entrou no treino a parte tática. O guarda-redes tem uma responsabilidade em campo no processo defensivo e ofensivo da equipa, de posicionamentos, algo que no Brasil nem passava pela minha cabeça. Senti que era muito diferente. Vou crescer, vou melhorar. Cada contexto pede algo especifico mas são mundos completamente diferentes. Em Portugal existe mais a parte tática e em trabalho em conjunto com a equipa. No Brasil, é como se, de uma maneira geral, estivesses lá mas não fizesses parte da equipa. Não digo que é em todas as equipas mas acontece muito. No Brasil também já se tem ideias com mais participação. É muito diferente. Não vou dizer que um ou outro é melhor. A escola em Portugal tem uma complexidade maior e acaba por ser mais completa, aplicada ao jogo." 

Por Flávio Miguel Silva
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