João Félix: «A malta no estádio dizia 'que sorte para aquele apanha-bolas'. Era o meu irmão...»

Jogador do Benfica recorda o sucedido no encontro com o V. Setúbal, na Luz

• Foto: Luís Manuel Neves

João Félix frisou na entrevista à BTV a importância que a família tem na sua vida e lembrou o célebre abraço ao apanha-bolas no jogo com o V. Setúbal, que afinal era o seu irmão...

Conciliar estudos com o futebol
"Conciliei ali uma parte. Quando comecei a época ainda não era muito conhecido. As pessoas sabiam quem eu era mas não era o que sou agora. Já me abordavam mas se fosse agora para a escola nem imagino como seria… Difícil! Os meus pais são professores. Sempre puseram a escola à frente do futebol. Antes de ir para os treinos, tinha de fazer os trabalhos de casa."

Sacrifícios dos pais
"É uma mãe que deixou os filhos saírem de casa cedo. Não sou pai mas acredito que não acompanhar a adolescência dos filhos deve ser difícil. Procuraram estar connosco sempre que podiam, nos bons e maus momentos."

Fotografia com o número 37
"Não acredito em coincidências. Acredito no destino. Deveria 7 ou 8 anos e fui fazer um treino ao Benfica. Tinha a camisola numero 37 e eu nem tinha aquela foto gravada. Alguém partilhou essa foto e eu guardei-a. Fiz bem partilhá-la porque fez sucesso. Fiz treinos em Aveiro, cheguei a vir ao sintético da Luz onde fiz um ou dois treinos. Depois treinei nos CFT’s de Aveiro.

Núcleo duro
"A minha família. Sempre me apoiaram em tudo. O meu pai sofre tanto ou mais do que eu. As minhas conquistas e derrotas são as deles. Quando estou contente eles estão. É muito bom ter essas pessoas ao meu lado."

Viseu
"Só vou no Natal e nas férias de verão. O meu pai foi o meu primeiro treinador nos 'Pestinhas'."

Pai fala muito do jogo?
"É o meu treinador de casa, desde cedo. Dizia algumas coisas mas se o treinador dissesse o contrário dele, dizia-me para obedecer ao míster. Quem manda é o treinador. Aconselhava-me com aspetos que considerava serem melhores para mim. Nas viagens quando estamos juntos diz-me sempre aspetos onde poderia ter feito melhor. Tenta corrigir os erros para as coisas me saírem melhor."

Futebol de rua. Jogava onde?
"Já apanhei uma altura onde era quase tudo campos sintéticos. Jogava na escola, casa… Íamos para o café e íamos jogar para perto. Onde havia espaço era para jogar à bola e virá daí o futebol de rua."

Irmão frente ao V. Setúbal
"Foi a primeira vez que ele era apanha-bolas. A partir daí começou a ir sempre que podia. Soube uma hora antes do jogo. No aquecimento estive à procura dele. Não é coincidência mais uma vez correu bem e calhou no momento certo. A equipa não sabia. Ficaram surpreendidos. Mesmo a malta no estádio dizia ‘Que sorte para aquele apanha-bolas’. Era o meu irmão." 

Pode dar jogador. Faz coisas que eu com a idade dele na altura não fazia. À partida, se tudo correr bem, até porque ele tem uma mentalidade muito forte também..."

Por Flávio Miguel Silva
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