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João Paulo Rebelo desmente Augusto Baganha

Secretário de Estado responde às acusações do ex-presidente do IPDJ sobre Benfica e Vítor Pataco

• Foto: Pedro Ferreira
O Secretário de Estado do Desporto e da Juventude, João Paulo Rebelo, negou que a destituição de Augusto Baganha do cargo de presidente do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ) estivesse relacionada com decisões envolvendo o Benfica.

"É absolutamente falso. A decisão de dissolução do Conselho Diretivo tem a ver com novas orientações políticas, que estão a ser dadas ao IPDJ. Mal estaríamos se um Governo não pudesse decidir as equipas que estão à frente das instituições. A equipa que estava no IPDJ não servia os interesses da politica que se quer prosseguir", afirmou o governante na SIC Notícias. Rebelo considerou as declarações de ontem de Baganha "chocantes, porque lançam suspeitas, deixam no ar insinuações e não concretizam nada."

Depois do agora ex-presidente do IPDJ ter acusado o sucessor, Vítor Pataco, de ter retido o processo que levou à interdição do Estádio da Luz, beneficiando assim as águias, o Secretário de Estado ripostou e explicou o processo, garantindo que Pataco "entendeu que não ia assinar um ofício de um processo que desconhecia por completo."

"Vítor Pataco disse-me que tem intenções de avançar com um processo judicial contra Baganha pelas declarações. Não só é falso que tenha retido o processo como é exatamente o contrário. Não vale a pena entrar em detalhes, mas o Pataco é nomeado 'vice' pouco tempo depois de eu ser nomeado Secretário de Estado, em abril de 2016. Em meados de junho ele é nomeado. A 4 de agosto, Baganha declara nulo o regulamento de utilização e segurança do Estádio da luz. Nesse mesmo dia, deveria ter assinado um ofício a transmitir a sua decisão de declarar nulo o regulamento, notificando o Benfica da decisão. Não o fez e o que sucede é que depois de Pataco ter gozado as férias é-lhe posto um processo, este processo, a 17 de agosto, para que fizesse ele a notificação ao Benfica. Ele entendeu que não ia assinar um ofício de um processo que ele desconhecia por completo e pediu para conhecer o processo junto do departamento que esteve encarregue de o elaborar. Essa informação, estranhamente, só lhe volta às mãos no dia 21 de março de 2017. Nesse dia, Pataco remete o processo ao presidente do IPDJ para que Baganha notificasse o Benfica. O mais importante é referir que essa orientação foi dada e foi dada por mim próprio. Gostaria de explicar a relação do regulamento com as chamadas claques. Há uma relação direta. Foi a partir do momento em que o Benfica alterou o regulamento que os autos puderam resultar em processos e contra-ordenações. Baganha esquece-se que não é o único guardião da lei. Todos o fazemos com seriedade", atirou.
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