Jonas fala de tudo: projetos futuros, a '10' que Félix poderia herdar e a chamada de Jorge Jesus

Brasileiro falou sobre a passagem no Benfica e o que vai deixar saudades

• Foto:  Miguel Barreira

Jonas abordou, esta sexta-feira, a saída do Benfica. O agora ex-avançado dos encarnados falou, após uma sessão de autógrafos no Estádio da Luz, ainda sobre o que vai deixar saudades no Benfica. Em declarações aos jornalistas, Jonas admitiu que nunca esperou viver "uma história tão bonita" e desmentiu uma proposta do Flamengo, de Jorge Jesus.

Os últimos dias têm sido emocionantes?


"Recebi um carinho muito grande nos últimos cinco anos e isso vai ficar marcado na minha vida. Estou feliz. Na quarta-feira cumpri o desejo de acabar no Benfica. Volto para o Brasil com o sentimento de dever cumprido."

Qual o melhor momento que viveu no Benfica?

"É difícil eleger o melhor momento no Benfica. Foram muitas conquistas. Foram os cinco anos, pois o que vivi foi incrível e é algo vou levar para sempre."

Alguma vez pensou em escrever uma página tão bonita?

"Quando cheguei não esperava viver isto, a nível coletivo e individual. Quando cheguei recebi muito apoio e isso deu-me confiança para trabalhar forte e dar alegrias aos adeptos. Penso que correspondi com golos e boas exibições."

Agora, depois das manifestações de carinho, por acaso pensou em voltar a jogar futebol?

"A partir de janeiro já pensava em terminar a carreira. Uma conversa com Bruno Lage mudou a ideia de terminar logo ali. Foi fundamental para eu chegar até ao final da época. Acabou por ser positivo por causa da conquista do título. Queria jogar até aos 35 anos e agora quero estar com os meus pais em São Paulo, mesmo que aparecesse alguma cura milagrosa."

O que vai fazer no futuro?

"Quero estar perto da minha família. Vou morar no interior de São Paulo, é o que desejo. Quero conhecer outras áreas, tenho projetos familiares aos quais vou dar andamento. A conversa com o presidente nos últimos dias indica que a minha imagem vai continuar ligada ao Benfica. Também quero continuar a acompanhar o Benfica, quero voltar a Lisboa para rever toda a gente com que trabalhei."

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Quem será o seu substituto?

"Ninguém é insubstituível. Quando cheguei não havia tantas expectativas sobre mim, mas depois da minha história bonita essas comparações acabam por acontecer. Há muitos jogadores que vão destacar-se daqui para a frente. Estou seguro disso. O Seixal tem formado muitos jovens e há jogadores experientes com a sua história. O Félix poderia herdar a camisola 10, seria algo natural. Mas com uma proposta assim do Atlético… O Benfica está tranquilo em relação a essas baixas, há jogadores com qualidade."

Qual o treinador que mais o marcou?

"Trabalhei menos tempo com o Bruno Lage mas ajudou-me muito num momento difícil. A conversa que tivemos alterou a minha decisão. O Rui Vitória ajudou-me na questão da gestão de grupo. Aprendi muito sobre isso. O Jorge Jesus dispensa comentários taticamente. Tirou de mim um futebol que nem eu acreditava ser possível. Levo um pouco de cada um." 

Houve a hipótese de jogar no Flamengo?

"O [Jorge] Jesus ligou-me a perguntar se eu ia acabar a carreira e eu disse que sim. Proposta séria só do São Paulo, mas passei essa possibilidade porque ia acabar a minha carreira no Benfica."

Do que é que não vai ter saudades?

"Talvez da concentração no fim de semana [risos]. Às vezes queremos estar com a família e com os amigos. Do resto vou sentir saudades. Encarei esta profissão com muito amor e profissionalismo."

Sente que este é também o Benfica de Jonas, como é de Eusébio, Coluna ou outros jogadores que deixaram a sua marca?

"Todos esses jogadores foram reconhecidos por jogar no Benfica e ninguém é maior que a instituição. Posso ser lembrado por aquilo que dei ao clube, mas o maior de tudo é o Benfica."

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A lesão no pé em 2016 foi o pior momento da carreira? Pensou em parar?

"Não passei em parar porque o departamento médico fez o que tinha de ser feito em pouco tempo. Foi a pior lesão da carreira porque tive uma infeção que poderia ser muito mais grave. E aí talvez tivesse de antecipar o final da carreira. Mas correu tudo bem graças ao departamento médico."

O título mais saboroso foi este último?

"Talvez, até pelas dificuldades que tivemos. Demos a volta ao nosso adversário e conquistámos a reconquista."

Por Alexandre Moita
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