José Fonte: «Benfica é que me pagou os ordenados em atraso»

JOSÉ FONTE RECORDA INÍCIO DIFÍCIL DE CARREIRA

José Fonte foi contratado pelo Benfica em 2005/06 mas nunca chegou a envergar oficialmente a camisola encarnada.
José Fonte: «Benfica é que me pagou os ordenados em atraso» • Foto: Pedro Ferreira

A carreira de José Fonte não começou pelo topo. O agora capitão do Southampton e escolha recorrente da Seleção Nacional recorda tempos difíceis quando se encontrava sem clube em 2005/06, após rescindir com o Vitória de Setúbal por salários em atraso.

"Foi difícil. Infelizmente é uma situação muito recorrente em Por­tugal e é óbvio que é difícil. Nem todos os jogadores têm contra­tos milionários e na altura foi extremamente difícil. Lembro-me que até foi o Benfica, quando me contratou em Dezembro, que me pagou os ordenados que tinha em atraso. Foram três ou qua­tro meses difíceis mas que, mais uma vez, serviram para apren­der outra lição e foi outra rampa para voos maiores", contou em entrevista à revista do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol. A título de curiosidade, Fonte revela que esteve a um passo de envergar a camisola do Standard Liège até que o telefonou tocou: era Luís Filipe Vieira do outro lado.

"Não foi preciso dizer muito, para ser sincero. É verdade, estava com o Michel Preud’Homme e com o Luciano D’Onofrio, com o contrato à frente, e recebi a chamada do presidente. Perguntou-me: “o que é que andas aí a fazer?”, respondi que ia assinar, tinha o contrato à frente e não tinha hipótese de sair dali. E ele disse: “vais fazer o seguinte: pede 24 horas.” Foi o que fiz. Disse que pre­cisava de pensar melhor e apanhei o primeiro avião para Lisboa. Foi uma situação engraçada, de algum stress, mas o facto de as­sinar pelo Benfica tem grande peso em qualquer jogador".

Sem espaço

José Fonte passou por vários bons clubes durante toda a carreira que começa no Sporting. O central português, agora com 31 anos, foi formado em Alcochete mas foi obrigado a deixar os leões depois de a equipa B ter sido extinta, formação onde jogou com regularidade entre 2002 e 2004. Depois de assinar pelo Felgueiras, rumou ao V. Setúbal e seguiu para o Benfica onde nunca viria a jogar oficialmente apesar de ainda ter integrado uma digressão a Moçambique. São tempos que o próprio recorda na primeira pessoa.

"Fiz meia época em Setúbal e quando assinei pelo Benfica fui emprestado ao Paços de Ferreira. Foi uma boa segun­da metade de época e no final do ano integrei essa digressão. Foi uma experiência espectacular, as coisas correram-me muito bem, depois fiz também a pré-época no Benfica. O Ronald Koe­man, que agora é o meu treinador no Southampton, saiu e entrou o míster Fernando Santos. As coisas estavam a correr-me bem, mas infelizmente tive uma lesão que me afectou o resto da pré-temporada. Mas sinto que deixei boa impressão ao míster. Seguiu-se novo empréstimo, ao Estrela da Amado­ra de Daúto Faquirá. Decidimos que para mim, com 23 anos, seria importante jogar regularmente e fui emprestado ao Estrela, onde eu e o Amoreiri­nha, também emprestado pelo Benfica, fizemos uma das melho­res temporadas das nossas carreiras. No final dessa época tinha esperança de ficar no Benfica mas não foi possível. Decidi tentar outros campeonatos e foi aí que apareceu a oportunidade de ir para Inglaterra, para o Crystal Palace".

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