Júlio César «Estou grato ao Benfica, tirou-me da cabeça uma ideia fixa»

Antigo guarda-redes explica também por que rescindiu com os encarnados

• Foto: Paulo Calado

Júlio César, antigo guarda-redes de 39 anos, revelou que, depois do Mundial'2014 que acabou de forma "fatídica" para o Brasil [derrota por 7-1 com a Alemanha nas meias-finais e desaire por 3-0 com a Holanda no jogo de atribuição do terceiro e quarto lugar], pôs a hipótese de deixar de jogar futebol. Em entrevista ao 'Goal', o guardião canarinho disse que o Benfica foi decisivo para que a sua carreira continuasse por mais alguns anos.

"A partir do momento em que decidi vir para o Benfica, foi porque já havia um namoro antigo. Depois do fatídico Mundial no Brasil, eu tinha resolvido parar de jogar. Mais uma vez o meu lado emocional superou o racional. Um amigo meu chegou e disse que eu devia tirar essa ideia da cabeça, que tinha de continuar a jogar, e disse que a minha história era linda. Concordei, mas concordei só se fosse para jogar no Benfica. O meu amigo, então, entrou em contacto com o Benfica. O presidente Luís Filipe Vieira prontamente me disse para apanhar um avião e vir para Lisboa. Cheguei e assinei contrato. O Benfica estendeu-me a mão e deu-me a oportunidade de jogar por prazer. Serei eternamente grato ao Benfica, porque o clube ajudou a tirar da minha cabeça uma ideia que estava fixa, que era parar de jogar em 2014. No Benfica encontrei novos amigos, novos parceiros de trabalho, vi de perto um clube gigante, onde pude ganhar oito títulos. Tinha muito prazer em representar o Benfica. Mas aí, comecei a sentir alguns problemas físicos com a minha coluna que, infelizmente, passou a não colaborar mais", começou por dizer, antes de abordar a fase em que reparou que não tinha mais condições para jogar pelas águias.

"Na minha última temporada. Joguei em 2014/15, em 2015/16 acabei por sofrer uma lesão no final do campeonato, o Ederson entrou e muito bem, foi ali que ele apareceu de vez. Fiquei como suplente do Ederson durante um ano. O Benfica optou por apostar nele, visto que era um jovem promissor, e fez muito bem. (...) Quando o Ederson foi vendido, resolvi jogar as minhas últimas cartas, cuidar bem da coluna para poder jogar o ano todo e, quem sabe, pendurar as luvas. Mas não foi isso que aconteceu, passei por uma série de indisponibilidades por causa da coluna. Então surgiu a dúvida do clube: 'Será que vamos conseguir contar com o Júlio?'. Acabei também por perder um pouco de prazer, porque não queria continuar a viajar para cima e para baixo e não jogar. Optei pela rescisão, o que para o Benfica seria o melhor e para mim também", referiu.

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