Luisão: «O Benfica não é um bom lugar para amadores»

Embaixador internacional elogia "profissionalismo" do clube da Luz

Se há alguém na estrutura do Benfica que conhece o antes e depois do clube da Luz nos últimos anos, esse alguém é garantidamente Luisão. Quando o antigo defesa central chegou a Portugal, proveniente do Cruzeiro, os encarnados não tinham estádio e treinavam todos os dias num campo diferente. Numa entrevista ao site 'Goal.com' o agora embaixador internacional das águias explica o nível de profissionalismo a que se chegou dentro da estrutura do clube. A formação e a venda de jogadores; a retenção de talento e as ambições europeias foram alguns dos temas abordados pelo ex-capitão.

"Há um respeito muito grande pelo know-how que o Benfica construiu. Cada vez mais as pessoas querem entender como este clube formou tantos craques, que têm alimentado grandes clubes. Temos o caso do Bernardo Silva, do João Félix, do João Cancelo, do Renato Sanches, do André Gomes, do Lindelof, do Ederson... Quando dizem 'Benfica', as pessoas olham logo para o nosso know-how, a nossa organização, o nosso profissionalismo. Uma das coisas que mais tenho aprendido dentro do Benfica é que se você não for profissional, não vai evoluir aqui dentro. O Benfica não é um bom lugar para amadores. A marca do Benfica é muito forte", contou o antigo capitão das águias.

E explicou, depois, por que razão o clube não compra jogadores com a mesma agressividade com que vende. "Os críticos em relação a isso precisam de perceber que o Benfica está numa fase crescente, numa estratégia de transição. O Benfica tinha que fazer isto [vender] porque era um clube que estava em crescimento, tinha que desenvolver jogadores e vender - no caso do João Félix superou todas as expectativas, porque saiu por um valor estratosférico -, mas o Benfica agora também já começa planear reter esses futebolistas desenvolvidos em casa, como é o caso do Rúben Dias. A Europa toda tinha interesse nele, mas o Benfica conseguiu que o jogador permanecesse", recorda.

"Todas as transições levam o seu tempo. Quando cheguei aqui, o clube não tinha o potencial que tem hoje. O Benfica naquela altura trocava muito de jogadores, contratava muito e agora está numa fase de desenvolver e vender. Vai chegar o momento de reter jogadores, que é uma das estratégias do clube para os próximos dez anos. É uma estratégia para combater os grandes clubes [financeiramente] da Europa", acrescentou.

Luisão frisa também que é preciso ter alguma paciência ao nível do desempenho europeu por parte do clube e responde aos críticos. "Depende das pessoas que dizem isso. Se for uma pessoa de fora, posso ver mais como uma vontade de criar alguma confusão ou de querer prejudicar o nosso trabalho. Quando isso é daqui de dentro... A ambição europeia vai sempre existir. O importante, na minha opinião, é formar o alicerce nas competições europeias. E o que é o alicerce? É passar de fase mais vezes, é chegar aos oitavos-de-final com mais frequência, aos 'quartos', depois almejar uma meia-final e quem sabe no futuro próximo atingir uma final. Mas sem o alicerce construído, isso é impossível. A 'ambição europeia' não é analisar apenas um ano, não é entrar na Champions agora e já ser campeão. Sabemos que existem aqueles que investem muito e compram os melhores. A questão é: como vamos combatê-los? Respondo: construindo um alicerce forte e estamos a fazer isso."

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