Luz registou a segunda maior enchente

Mais público só com o Barcelona

O Estádio da Luz registou ontem a segunda maior assistência de sempre nas provas europeias com 64.358 espectadores. Faltaram apenas 38 para superar o registo de 2005/06, quando as águias enfrentaram o Barcelona, também num embate referente aos quartos-de-final da Champions. Um estádio pintado de vermelho e que nunca se cansou de apoiar a equipa, mesmo nas piores alturas.

Como é natural, as maiores explosões de alegria aconteceram nos golos de Jiménez e Talisca, mas o momento mais marcante para os jogadores teve lugar após o quarto árbitro levantar a placa com o tempo de compensação. A eliminação era um dado consumado mas o Estádio da Luz quis despedir-se das noites europeias com uma estrondosa ovação às tropas de Rui Vitória.

Os adeptos levantaram-se, mostraram os cachecóis e não pararam um segundo de cantar. Foi assim que se viveram os últimos instantes e os minutos que se seguiram ao apito final. Os jogadores encarnados reuniram-se no centro do relvado, ouviram e sentiram a manifestação de carinho e não esconderam a emoção. Houve até quem fizesse vénias, como foi o caso de André Almeida. Uma autêntica saída em ombros, que apenas foi interrompida por um coro de assobios ao árbitro.

Sem incidentes

Mesmo sendo uma partida de alto risco, tudo acabou por decorrer sem problemas. A festa começou logo antes da partida, com uma coreografia em que os espectadores tiveram participação ativa. Os momentos de posse do Bayern foram sempre brindados com assobios e os jogadores das águias receberam várias doses de confiança, sempre que uma ação era bem-sucedida. A Champions ficou para trás mas os jogadores saíram do campo com a confiança em alta.

Luz 'abafou' cerca de 4 mil alemães

O Bayern Munique trouxe ao Estádio da Luz cerca de 4 mil adeptos para o decisivo jogo da 2.ª mão dos ‘quartos’ da Champions. A maioria – 3.500 – ficou na caixa de segurança, com os restantes a espalharem-se por outros sectores. Durante o jogo, tentaram sempre apoiar a formação de Pep Guardiola mas o entusiasmo encarnado ‘abafou’ os cânticos e palmas dos bávaros. Aliás, a falange de apoio alemã só se fez ouvir depois do jogo, quando esperavam ordens de segurança para abandonar o recinto. No final da partida, os jogadores prestaram-lhe a devida homenagem por todo o apoio.

Por Miguel Belo
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