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Manuel Fernandes: «Há coisas que não esqueço»

MÉDIO SUGERE HAVER RAZÕES PARA A SAÍDA DA LUZ

Manuel Fernandes chegou ontem a Liverpool entusiasmado com a perspectiva de iniciar, agora em pleno, a aventura na Premier League depois de ter começado a mostrar o seu talento ao serviço de Portsmouth e, sobretudo, Everton, emblema que agora reclama os seus serviços.

Mas não há maneira de esconder que a saída do Benfica não foi a mais ortodoxa e deixa margem para muitas perguntas e também indignação dos adeptos.

O médio português diz que não tem de se defender mas lança alguma luz sobre as razões da saída: “Não, não saio magoado do Benfica mas há coisas que não me esqueço.” As “coisas” de que fala são uma relação difícil com o departamento médico do Benfica e, sobretudo, com Rodolfo Moura, que levaram à sua primeira saída do clube, primeiro por empréstimo, ainda a contas com uma persistente pubalgia entretanto debelada.

Mas se o cinesioterapeuta entretanto abandonou o clube, porquê então esta nova e mais definitiva saída? Manuel nunca se refere ao nome de Rodolfo Moura mas sugere os danos na sua confiança: “Não é por algumas pessoas entretanto terem saído que as coisas se esquecem. Esta não é a razão principal, sou um profissional e escolhi vir para o Everton.”

Benfiquismo e pragmatismo

Não parece, todavia, lógica a saída para um clube de meio da tabela da Premiership se poderia brilhar no palco da Liga dos Campeões com a camisola encarnada. Uma perspectiva que Manuel Fernandes desarma: “O Benfica pode fazer uma boa Liga dos Campeões mas em Inglaterra jogo todas as semanas com os melhores do Mundo e não de mês a mês. A visibilidade que diz que poderia conquistar na Champions tenho aqui mais eficazmente.”

A saída do jovem talentoso médio desiludiu os benfiquistas mas até nisso, o internacional é pragmático: “Tenho muito apreço pelo clube e pela sua massa adepta. Sou grato ao Benfica mas no futebol as coisas mudam muito rápido. Se calhar quando saí da primeira vez, porque andava a jogar lesionado e ninguém sabia, as pessoas não se importaram.”

Uma conclusão se retira da conversa com o mais recente reforço português na Premiership: a sua atenção está agora virada para o Everton.

“As pessoas deste clube são extraordinárias, tem um extraordinário grupo de jogadores e um ambiente muito bom. E não digo que o Benfica não o tivesse”, começa por dizer, levantando depois um pouco o véu da ambição: “O Everton pode ir longe, muito longe. Não quero começar a cantar de galo mas os dois primeiros jogos correram muito bem e são, com certeza, o prenúncio de uma grande época.”
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