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Mawete Júnior, o menino de Luanda que voltou a sorrir

EM PLENO APÓS PARAGEM DE MAIS DE UM ANO

Mawete Júnior, o menino de Luanda que voltou a sorrir
Mawete Júnior, o menino de Luanda que voltou a sorrir • Foto: Paulo Calado
Há pouco mais de dois anos, um jovem angolano fazia furor no Benfica. Logo no jogo de estreia, frente à União de Leiria, Mawete Júnior, que integrava a formação B, marcou um golo, o qual contribuiu para o ponto conquistado. No encontro seguinte, diante do Gil Vicente, novo golo, uma vitória, na primeira vez que actuou perante o "exigente" terceiro anel.

Mas o sucesso do avançado foi efémero: pouco tempo depois, rumou a Braga, envolvido no negócio que ditou as entradas de Ricardo Rocha, Armando e Tiago no Estádio da Luz. Pior: lesionou-se nos dois tendões de Aquiles e ficou mais de um ano afastado da competição.

Passou momentos de angústia, dor, mas, também, conheceu a competência profissional do fisioterapeuta António Gaspar e seus colaboradores. Recebeu o apoio dos departamentos médico e técnico dos encarnados e a solidariedade de Pedro Mantorras, a qual lhe devolveu em doses generosas. "Já conheço o Mantorras há muito tempo, somos como irmãos. Andámos no mesmo 'barco'. Apoiamo-nos para não sentirmos tanto o peso das lesões", afirma, com humildade.

Mawete Júnior, de novo integrado no plantel do Benfica B, regressou aos relvados em Setembro, mas só agora se sente a "mil por cento" e com capacidade para concretizar dois sonhos, depois de, em Outubro, ter sofrido uma distensão muscular. Todavia, só ficou afastado durante uma semana. "Quero regressar à formação principal do Benfica e representar a selecção de Angola", diz o internacional sub-20 e sub-23 do país africano.

Psicologicamente, tem ainda mais motivos para voltar a rir em pleno. Foi pai há três meses.

Carreira começou em Itália

Mawete Júnior nasceu em Luanda, no dia 25 de Janeiro de 1981 - precisamente 40 anos depois de Eusébio, um dos ídolos -, mas foi no Lastorta, clube de bairro de Itália, que iniciou a carreira. Contudo, o pai, que era embaixador, defendeu que o filho tinha de aprender português e o jovem Mawete foi para Portugal. Representou o Real Massamá e há dez anos que está ligado ao Benfica, "o clube do coração". Na SuperLiga, disputou 12 jogos (cinco pelo Benfica e sete pelo Sporting de Braga), com dois golos marcados.
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