Movimento 'Servir o Benfica' exige resposta da MAG a requerimento de sócio

Lista liderada por Francisco Benitez emitiu comunicado

• Foto: Vitor Chi

Através de comunicado emitido no seu Facebook oficial, o movimento 'Servir o Benfica', liderado por Francisco Benitez, denunciou a falta de resposta por parte da Presidente da Mesa da Assembleia Geral do clube da Luz a um requerimento feito por um associado do clube na última Assembleia Geral, realizada há dois meses.

Nesse requerimento, segundo a nota emitida, o sócio em causa questionou se "existe reserva de identidade do voto electrónico", se foi "instaurado inquérito ao comportamento de Luís Filipe Vieira na Assembleia Geral anterior" e se "foi instaurado inquérito ao eventual incumprimento estatutário por eventuais conflitos de interesse dos envolvidos na [recente] OPA".

Leia a publicação na íntegra:

"Mais de dois meses depois da entrega do requerimento, o sócio continua sem resposta. Hoje somos nós, publicamente, que em nome da Tradição Democrática centenária do nosso Clube questionamos: é admissível que o Presidente da Mesa da Assembleia Geral não se pronuncie, por nenhuma via, quando para tal é instado pelos sócios do Sport Lisboa e Benfica? É admissível que assuntos tão importantes como os referidos no requerimento sejam ignorados pelos Órgãos Sociais actualmente mandatados pelos sócios do Sport Lisboa e Benfica?

Em nome do que consideramos ser o Clube que amamos, exigimos muito mais, e muito melhor, aos Órgãos Sociais em funções e desafiamos o Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sport Lisboa e Benfica, Virgílio Duque Vieira, a pronunciar-se sobre as questões enunciadas.

O Sport Lisboa e Benfica foi, desde a sua génese, um exemplo de democracia no nosso país. Mesmo durante o período ditatorial que vigorou em Portugal, privando os portugueses das mais elementares garantias e liberdades, nomeadamente a liberdade de escolher os seus governantes, o nosso Clube conseguiu manter a sua génese democrática inabalável, por via de eleições internas e regular realização de Assembleias Gerais - eventos que sempre foram olhados desaprovadoramente pelo regime do Estado Novo, ao contrário do revisionismo histórico a que temos sido sujeitos por diversas personagens sinistras com interesses alinhados aos nossos rivais históricos.

Eis que chegamos, pois, a Setembro, mês em que de acordo com a alínea c) do ponto 2 do artigo 55° dos Estatutos do Sport Lisboa e Benfica, deverá reunir a Assembleia Geral para apreciar, discutir e votar o relatório de gestão, as contas do exercício, bem como os demais documentos de prestação de contas relativos ao ano económico anterior, acompanhados do relatório e parecer do Conselho Fiscal.

Ao longo dos últimos anos, a tradição democrática vigente no Sport Lisboa e Benfica tem sido condicionada de diversas formas. Além da introdução do sistema de voto electrónico, já por nós abordada nos últimos dias, matéria em que defendemos de forma intransigente o voto físico exclusivo, as Assembleias Gerais do Clube, locais de verdadeiro associativismo no final do século passado, solo onde germinou a semente que nos fez soltar das amarras de dirigentes de má memória que nos escusamos a nomear, esvaziaram-se de associados até às poucas centenas que frequentam as mais concorridas dos nossos dias.

Não é alheio a tal facto a forma como os associados são tratados: a Mesa da Direcção assume uma postura desinteressada, com constantes conversas paralelas e atenção dispersa para chamadas e mensagens que chegam aos telemóveis dos dirigentes; os sócios são interrompidos com buzinas no período dedicado à sua audição, período que é, ou deveria ser, o canal de comunicação mais directo entre os sócios e os seus representantes eleitos; as questões levantadas ficam invariavelmente pendentes de resposta no local adequado, a própria Assembleia Geral; as actas não são disponibilizadas atempadamente aos associados, como tão fácil seria nos dias de hoje com os meios tecnológicos ao dispor; rematando este rol de comportamentos inadequados à nossa herança centenária, a última Assembleia Geral presencial terminou com o lamentável episódio em que o Presidente da Direcção interrompeu, da forma que é pública, o discurso de um sócio no púlpito.

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral, representante máximo dos sócios e figura que é - ou deveria ser! - a figura mais importante no Organograma do Clube, demite-se do dever de atempada e adequada resposta aos sócios. Aconteceu com Luís Nazaré e já acontece com Virgílio Duque Vieira.

Temos, em nossa posse, um exemplo deste desdém para com os associados: o documento que um sócio nos fez chegar e que foi entregue na última Assembleia Geral que reprovou o Orçamento proposto - ignorado pelos Órgãos Sociais até à data de hoje... - e que foi recebido pelo Secretário do Clube, João Salgado, a 26 de Junho de 2020, conforme datado. Nele são questionadas, de forma válida e com base legal e estatutária, três questões pertinentes a discutir em Assembleia Geral:

- Existe reserva de identidade do voto electrónico?

- Foi instaurado inquérito ao comportamento de Luís Filipe Vieira na Assembleia Geral anterior?

- Foi instaurado inquérito ao eventual incumprimento estatutário por eventuais conflitos de interesse dos envolvidos na OPA?

Mais de dois meses depois da entrega do requerimento, o sócio continua sem resposta. Hoje somos nós, publicamente, que em nome da Tradição Democrática centenária do nosso Clube questionamos: é admissível que o Presidente da Mesa da Assembleia Geral não se pronuncie, por nenhuma via, quando para tal é instado pelos sócios do Sport Lisboa e Benfica? É admissível que assuntos tão importantes como os referidos no requerimento sejam ignorados pelos Órgãos Sociais actualmente mandatados pelos sócios do Sport Lisboa e Benfica?

Em nome do que consideramos ser o Clube que amamos, exigimos muito mais, e muito melhor, aos Órgãos Sociais em funções e desafiamos o Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sport Lisboa e Benfica, Virgílio Duque Vieira, a pronunciar-se sobre as questões enunciadas.

É o que faz sentido."

Por Record
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